A indústria entra em campo nesta Copa do Mundo

Torcendo muito pela conquista do hexa pelo Brasil nesta Copa do Mundo, é importante lembrar que a indústria também está presente em todos os estádios, a começar pela fabricação da bola e dos insumos e equipamentos utilizados nos gramados. Os uniformes das equipes, leves e respiráveis, incorporam tecnologia têxtil de última geração.

Os departamentos de fisioterapia e preparação física operam com aparelhos sofisticados. O apito do árbitro, os sistemas de comunicação, os placares eletrônicos e o VAR, com sua complexa rede de câmeras, sensores e softwares, os drones, os equipamentos da TV e do rádio são todos frutos da produção em fábricas de distintos segmentos.

A indústria, muito além do futebol, está presente em todas as atividades das pessoas, das empresas e da sociedade. Tal onipresença explica por que sempre foi um dos pilares do desenvolvimento socioeconômico. Há, ainda, um aspecto cada vez mais relevante: a agenda climática. O setor vem se afirmando como parte essencial da solução. A mesma capacidade tecnológica que produz a bola da Copa da Fifa é a que viabiliza a transição para uma economia de baixo carbono.

O futebol emociona porque traduz, em 90 minutos, valores como esforço coletivo, estratégia e superação. A indústria faz algo semelhante todos os dias. Ela organiza cadeias globais, transforma conhecimento em produto, gera valor e dá suporte ao bom funcionamento da sociedade.

Por isso, do mesmo modo que pedimos aos nossos jogadores que tratem bem da bola nesta Copa do Mundo, temos nos mobilizado com muito empenho perante o poder público, no âmbito das entidades representativas do setor, com o propósito de promover políticas de Estado duradouras, e não de governo, e ações concretas para o seu fomento. Afinal, uma indústria forte, inovadora e próspera é decisiva para que os 213 milhões de brasileiros, muito além de torcedores, sejam protagonistas no competitivo torneio global da cidadania e do desenvolvimento socioeconômico.

Rafael Cervone é o presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)

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