A forma como os recursos públicos são utilizados sempre foi um tema sensível no Brasil. Em meio a demandas sociais crescentes e à necessidade de maior eficiência na gestão pública, a transparência deixou de ser apenas um princípio desejável e passou a ser uma exigência da sociedade.
Nesse cenário, a Lei nº 13.019/2014, conhecida como Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, representa um avanço importante na organização das parcerias entre o poder público e as organizações da sociedade civil.
Antes da sua implementação, era comum que cada órgão público adotasse critérios próprios para a prestação de contas. Essa falta de padronização gerava dúvidas, retrabalho e insegurança tanto para as instituições quanto para os gestores públicos.
Com a nova legislação, os processos passaram a ser mais claros, objetivos e organizados. A definição de diretrizes comuns facilitou a elaboração dos relatórios financeiros e também tornou mais eficiente o trabalho de análise por parte da administração pública.
Mas talvez a mudança mais relevante tenha sido a alteração de foco: a prestação de contas deixou de se limitar à comprovação de documentos e passou a considerar também os resultados alcançados pelos projetos. Em outras palavras, não basta apenas comprovar como o recurso foi gasto — é preciso demonstrar o impacto gerado.
Essa evolução contribuiu diretamente para a profissionalização das organizações da sociedade civil. A necessidade de maior organização e clareza incentivou o uso de ferramentas mais eficientes de controle financeiro, como planilhas estruturadas e sistemas de gestão.
O resultado é positivo para todos. As organizações ganham em credibilidade, a administração pública melhora sua capacidade de fiscalização e a sociedade passa a ter mais segurança de que os recursos estão sendo bem utilizados.
Mais do que uma obrigação legal, a prestação de contas passa a ser um instrumento de confiança. E, em um contexto em que a boa gestão dos recursos públicos é cada vez mais exigida, iniciativas que promovem clareza e eficiência devem ser reconhecidas e valorizadas.

Melina Aparecida Carvalho Raspa é profissional na área de gestão e organização de prestações de contas de recursos públicos, com experiência em projetos sociais e parcerias com a administração pública
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