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Sindicato monitora casos de COVID-19 em fábrica da Compass em Jacareí

Na semana passada, trabalhadores da empresa Compass Minerals, em Jacareí, denunciaram que 21 funcionários estariam contaminados pela COVID-19. Uma paralização foi promovida pelo Sindicato dos Químicos de São José dos Campos (na quinta-feira, dia 14) para chamar atenção para o caso. A empresa fala em 10 casos.

Nesta quinta-feira, dia 21, o Semanário entrou em contato com o representante do sindicato, Reginaldo de Souza, e com a Compass para obter informações sobre a situação.

Reginaldo conta que segue fazendo um acompanhamento por telefone dos infectados, consultando o estado de saúde destes e de seus familiares. Há o caso de um trabalhador que esteve internado, se recuperou, porém seu pai está em estado grave. A mãe do paciente também chegou a ser diagnosticada com COVID-19 mas se recuperou.

Ele atesta que desde o período inicial da Pandemia, a empresa oferece os mecanismos de prevenção e higiene no local de trabalho, mas reclama que a empresa não estaria revelando a quantidade real de infectados, o que explicaria seu esforço.

A Compass relatou a realização de 226 testes em funcionários e terceiros atuantes nas duas unidades que possui em Jacareí, identificando 10 casos da Covid-19. “Todos eles foram afastados e estão cumprindo quarentena. Outros cinco colaboradores cujos testes foram inconclusivos e outros que manifestaram sintomas de gripe também estão afastados por precaução.

Em razão de todos os nossos colaboradores terem plano de saúde privado, todos estão sendo assistidos pela rede particular e por nosso médico do Trabalho, que acompanha o estado de saúde diário dos nossos colaboradores”, informa a nota.

A empresa afirma ter adotado diversas medidas de prevenção, como ampliação da disposição de álcool em gel nas entradas, ambientes das fábricas e veículos de transporte, fornecimento de máscaras para todos os funcionários, medição de temperatura corporal, utilização de tapetes especiais com sanitização, distância social durante o horário de trabalho e em troca de turnos, ampliação de horário de funcionamento do refeitório para diminuir a circulação de pessoas para 50% da capacidade entre outras medidas. Minerals, sensível à crise de saúde que o mundo enfrenta, seguindo as diretrizes das autoridades de Saúde brasileiras, vem adotando várias medidas em todas as suas unidades para minimizar os riscos para seus funcionários, clientes e fornecedores. Além disso, começou a reembolsar o custo de quilometragem para aqueles que utilizavam o transporte público e passaram a se deslocar com veículo próprio ou carona até as fábricas, criou uma plataforma digital na qual o funcionário deve entrar diariamente e informar seu estado clínico e adotou quarentena de 14 dias para profissionais com sintomas de contaminação ou que tenham retornado de viagens do exterior, adotou home office para posições nas quais se possa trabalhar remotamente, e realiza campanhas educativas entre outras medidas.

Segundo o Sindicato dos Químicos, há 21 trabalhadores contaminados. O Sindicato destacou, por meio de nota, que decretos do governo federal desobrigaram a realização de exames médicos periódicos pelas empresas e até amenizaram a fiscalização das condições de trabalho, neste momento. “Ambas as decisões são muito graves, estão facilitando a propagação da contaminação e atrasam a reabertura da economia. A detecção o quanto antes da contaminação ajuda a conter a curva de contágio, evita a superlotação dos hospitais e o esgarçamento do SUS (Sistema Único de Saúde)”, afirma a nota.

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