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PRAIA QUE TE QUERO PRAIA

Primeiro você procura um lugar na areia e logo se ajeita no meio dos “vizinhos legais”. Cada um deles tem um gosto musical bastante interessante. O da direita, ouve funk, o da esquerda gosta de sofrência e os da frente, trouxeram uma caixa de som que mais parece uma mala de mão e ela toca samba.

Após dar uma rasteira no garçom, consigo fazer todos os pedidos de uma só vez porque ele pode nunca mais aparecer por aqui. Sento na minha cadeirinha de praia e já começo a ver todos aqueles corpos tortos de deixar qualquer fisioterapeuta errepegista louco. (RPG= técnica de correção postural), mas isso tudo me diverte, sinto vontade de sair corrigindo todo mundo!!

A praia está tão cheia que você precisa ser triatleta. Primeiro você corre porque a areia está quente, depois você tem que desviar dos obstáculos, principalmente daquelas cordinhas malditas enfiadas no chão que esticam as lonas das barracas e depois finalmente você chega na agua e nada.

OOOOO delicia, aquela agua geladinha e salgada no rosto…, mas de repente, alguma coisa se enrosca na minha perna e pensei que pudesse ser um saco plástico, tão comum de se encontrar na agua ultimamente, ou alguma alga marinha, mas quando olho para baixo, vejo uma criança enroscada na minha perna. Epa! Isso eu não havia presenciado ainda. Vou desenroscar essa figura e voltar para minha cadeirinha para esperar o sorveteiro e eu poder experimentar o sorvete de lançamento que dizem ser maravilhoso.

Passaram vários carrinhos e nada de passar o carrinho da marca que eu queria, até que ele surge. Pego um, aprecio a embalagem, e antes da primeira mordida, vem um grito agudo na minha orelha direita, maaaaaaanheeeeee! Eu quero a minha mãe! Maaanhee! Na hora eu pulei da cadeira e já não sabia se colocava o sorvete na minha boca ou naquele boca aberta que chamava pela mãe. Peguei-o pela mão e fui acalmando ele e sentindo o sorvete escorrer pelos dedos, andando e esperando alguém reconhecer os gritos. Depois de uns 100 metros num sol escaldante, segurando um palito na mão direita (que foi o que sobrou) e um ser berrando na outra, aparece alguém da família. Atualmente essa coisa de bater palma para criança perdida é tudo de bom! No começo pensei que era alguém dando algum show na areia e o espetáculo merecia palmas mas agora bato palma esfuziantemente porque o negocio é brabo!

Colunista Maria Tereza Valério

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