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Ponto e Vírgula – Vai passar passará

Vai passar, passará

Ei, ei, é hoje, 7 de abril ; então, surpreendidos e ignorantes, uma outra luz nos inunda, a dessa espécie de felicidade nos anunciando que ainda é tempo de alguma coisa acontecer a este mundo que muitas vezes parece tão inóspito, só parece.

Dentro de nós, também choramos o nosso tanto: árvores caem, florestas queimam, pássaros interrompem seus voos, ninhos desabam, mares são manchados com óleo, praias já não são brancas, peixes que morrem afogados em petróleo bruto, oceanos à beira da falência, oxigênio raro, baleias encalham, o eixo da Terra se inclinou um pouco, o minuto já não tem 60 segundos, o ar irrespirável.

Mas, continuamos a despeito de. Nossa língua se enrosca nas notícias más, mas as boas existem e tudo vai passar. Estamos aprendendo a cantar outra vez num fecho terrível de pandemia, periga tudo começar outra vez a qualquer instante, alguns tiram a máscara brincando de liberdade. Outros transitam pela Terra e estão certos de que tudo passou. Não passou, não passará até que entendamos a nossa parte nesta história.

A Amazônia prestes a morrer se não pararmos de destruir, se não impedirmos os genocídios do mundo.

Eu sempre imagino como é um coração perverso, narcisista e inquieto. Lá dentro do peito, não há estrelas e nem planetas do Sistema Solar, só há ambição, orgulho e vaidade. Um rio se enche de água, um mar invade as praias, um pássaro cai em pleno voo e asas são para voar. Um tiro é dado no peito, tudo parece sangrar.

Engano. Por detrás das vaidades, da corrupção e da desesperança, faz um périplo a borboleta amarela da alegria porque tudo pode, outra vez, nascer e brotar. E cantar e rir. E correr e aprender a ler.

Neste planeta, ainda, muitos genocidas. E muitos homens bons; então há chances de passar. Pode passar.

Passará.

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