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Ponto e Vírgula – Uma antiga árvore numa mesinha de canto – Esther Rosado

Estamos nas imediações do Natal: mais nove dias e lá vem ele com sua mesa de comida (tomara que para todos), sua pompa de presentes, o papai Noel vestido – mas em plena Primavera quente e cheia de flores! – usando roupa para o Hemisfério Norte em pleno inverno.

Sempre tive verdadeira aflição de papais noéis, antigamente cheiravam a calor, suor, piniqueira. Não sei como são agora porque há muito não os vejo, tão desacreditada que fiquei de Natais e sacos cheios de presentes.

Nossa árvore foi diminuindo até caber sobre uma mesa de canto, ainda cheia das bolas que encantam olhares infantis.

Há sinais do Senhor Noel por toda a casa, uns com barbas antigas, sofisticados, sinos de mão anunciado aquelas festas imensas da família, muitos presentes e muitos perus e farofas fenomenais… e sobremesas inesquecíveis.

Tudo eram luzes que piscavam, faiscavam e comíamos a ceia, falando alegremente, o sagrado manjar branco, de coco, com calda de sagradas ameixas, negras e vidrificadas.

O Natal sempre foi sagrado na minha família, dos dois lados.

Lembro-me da casa cheia, do vai-e-vem, do cheiro de chocolate dos cachimbos na biblioteca, enquanto as mulheres cozinhavam; das saias das tias e, depois tudo se repetia no Ano Novo.

Após um Natal imerso na pandemia e um outro que se aproxima na mesma circunstância, estamos com muito medo e tomamos vacinas e ainda temos o gosto estúpido de muitas horas na fila à espera de uma agulhada no braço.

Os mais instruídos têm medo, as crianças não levarão na memória as festas de fim de ano.

Ontem dei de presente ao meu neto uma Bíblia de Jerusalém. Para quem gosta de Literatura, conhecer os Cânticos e Cantares, que linda Bíblia, os Salmos, os livros maravilhosos. Jó.

Ele não estará comigo no Natal, como por todos esses anos e ceias.

Mas estaremos juntos no coração.

Os Natais são para isso: recordar.

Estamos nas imediações do Natal: mais nove dias e lá vem ele com sua mesa de comida (tomara que para todos), sua pompa de presentes, o papai Noel vestido – mas em plena Primavera quente e cheia de flores! – usando roupa para o Hemisfério Norte em pleno inverno.

Sempre tive verdadeira aflição de papais noéis, antigamente cheiravam a calor, suor, piniqueira. Não sei como são agora porque há muito não os vejo, tão desacreditada que fiquei de Natais e sacos cheios de presentes.

Nossa árvore foi diminuindo até caber sobre uma mesa de canto, ainda cheia das bolas que encantam olhares infantis.

Há sinais do Senhor Noel por toda a casa, uns com barbas antigas, sofisticados, sinos de mão anunciado aquelas festas imensas da família, muitos presentes e muitos perus e farofas fenomenais… e sobremesas inesquecíveis.

Tudo eram luzes que piscavam, faiscavam e comíamos a ceia, falando alegremente, o sagrado manjar branco, de coco, com calda de sagradas ameixas, negras e vidrificadas.

O Natal sempre foi sagrado na minha família, dos dois lados.

Lembro-me da casa cheia, do vai-e-vem, do cheiro de chocolate dos cachimbos na biblioteca, enquanto as mulheres cozinhavam; das saias das tias e, depois tudo se repetia no Ano Novo.

Após um Natal imerso na pandemia e um outro que se aproxima na mesma circunstância, estamos com muito medo e tomamos vacinas e ainda temos o gosto estúpido de muitas horas na fila à espera de uma agulhada no braço.

Os mais instruídos têm medo, as crianças não levarão na memória as festas de fim de ano.

Ontem dei de presente ao meu neto uma Bíblia de Jerusalém. Para quem gosta de Literatura, conhecer os Cânticos e Cantares, que linda Bíblia, os Salmos, os livros maravilhosos. Jó.

Ele não estará comigo no Natal, como por todos esses anos e ceias.

Mas estaremos juntos no coração.

Os Natais são para isso: recordar.

Depois tudo vira uma antiga árvore numa mesinha de canto.

Depois tudo vira uma antiga árvore numa mesinha de canto.

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