Acompanhe aqui os números da COVID-19 em Jacareí

O que esperar do cenário econômico para 2022?

Este ano de uma coisa temos certeza não será uma repetição de 2021 ou a continuação de 2020. Será um ano de muitas emoções e de muitas expectativas tanto para a economia como para a política já que estamos falando da eleição para governadores dos Estados, mas também para presidência da 13ª. maior economia do mundo. No campo econômico a torcida está para que o Banco Central acerte na previsão de retornarmos mais próximos ao centro da meta de inflação de 3,5%, arrefecendo de 10,06% em 2021 para algo em torno de 5,09% neste ano. Porém, temos alguns desafios a serem enfrentados, dentre eles, estão a diminuição dos incentivos norte americanos à sua economia já que os EUA vinham injetando 120 bilhões de dólares por mês e que começam a sofrer de um mesmo mal que nós conhecemos há muitos anos e que sabemos, como ninguém, a lidar com isso que é o dragão da inflação que atingiu a incrível marca de 7%, a maior alta dos últimos 40 anos. Algo inesperado para um país desenvolvido que também sofreu com a queda na cadeia de abastecimento globais e que passou por uma rápida recuperação e por consequência um aumento no seu consumo pela nação que aproveitou os cheques recebidos do governo ao longo da pandemia para consumir ainda mais, porém sem a mesma velocidade para atender a grande demanda através da reposição dos estoques pela indústria e pelas importações de produtos de consumo.

Para o Brasil a eminência de retomada de juros pelo FED (Banco Central americano) pode provocar um fluxo de investimentos para os títulos da dívida pública norte-americana causando a escassez de dólares por aqui e com isso o aumento no valor da moeda estrangeira. Com o dólar mais alto, os produtos importados e as commodities que tem sua cotação na moeda internacional como o petróleo, o café, o pãozinho nosso de todo dia, que é composto basicamente pelo trigo, que na sua grande maioria também é importado de nosso vizinho argentino fazem com que a inflação volte a preocupar, e por sua vez, exigem que o Banco Central recorra de novo a outra dose do remédio amargo para a economia real brasileira que é o aumento de mais juros. Com isso, a Selic poderá chegar a 11,75% até o fim de 2022 tornando “o preço do dinheiro” mais caro na tentativa de levar a inflação mais próximo do centro da meta. Com relação ao crescimento do produto interno bruto ficaremos entre 0,29% ou até mesmo zero já que as contas públicas e a dificuldades de aprovar reformas significativas, neste ano de eleição, impedem que o país avance no ritmo necessário e condizente com os seus pares emergentes. Com isso, os investidores mais conservadores tenderão a se manterem mais cautelosos preferindo o porto mais seguro da Renda Fixa. No campo da Renda Variável existe um velho ditado que diz que a Bolsa antecipa os acontecimentos e, portanto, muito do que poderia trazer grandes oscilações para 2022, principalmente no mundo político, já foram precificados no ano anterior. Diante disso, a expectativa segundo os analistas de mercado da XP, por exemplo, é que a Bolsa fique em torno dos 145 mil pontos num cenário otimista, 123 mil para um cenário neutro e de 93 mil para um cenário negativo.

Por falar em política os sinais da ausência, por enquanto da definição de uma terceira via polariza a disputa presidencial para o ano mostrando que o acirramento pelo Planalto se dará muito provavelmente por Jair Messias Bolsonaro e pelo ex-presidente Lula. Disputa está que será, muito provavelmente, marcada por uma chuva de Fake News, troca de farpas tanto nos debates e pronunciamentos, mas também nas redes sociais, sendo que, como sempre será uma enxurrada de promessas e boas intenções que, como já sabemos, nunca são cumpridas nos anos seguintes a eleição/reeleição. O risco da nova variante omicron também causa preocupação pois, pode levar mais uma vez o sistema de saúde a aumentar o número de leitos e o de internações rapidamente, principalmente, entre os não vacinados, negacionistas ou ainda aqueles com a dose incompleta provocando novas restrições que, por sua vez, ocorrerão em mais tempo para que a economia se recomponha tornando mais lenta a retomada também dos empregos que são os últimos a reagirem após uma crise.

Existe uma frase bem interessante no mercado financeiro que diz que se você fica fora do Brasil por apenas 20 dias percebe que tudo mudou, mas quando o prazo aumenta para 20 anos percebe-se que tudo continua como era antes, ou seja, que ainda continuamos a debater os mesmos problemas que assolam o país há décadas!

Bom início de 2022 para todos!



Deixe uma resposta

Top
WhatsApp chat
%d blogueiros gostam disto: