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Não somos máquinas, somos mulheres!

No dia 8 de março, como sabemos, é comemorado o Dia Internacional da Mulher – marco histórico nas suas lutas e conquistas por igualdade de direitos, liberdade, sororidade e relevância na sociedade. Nesta data, bem como em muitas outras pautas, tem sido comum falar sobre o empoderamento feminino, uma vez que há um aumento significativo do papel das mulheres no mercado de trabalho e na economia das famílias. Por isso, a conversa de hoje está pautada sobre os cuidados com a saúde mental das mulheres.

A escritora Lya Luft diz: “que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa – uma mulher”. Para nos darmos conta de nós mesmos, dos nossos sentimentos, pensamentos e crenças, precisamos compreender que, desde o nascimento, somos atravessados por experiências sensoriais e emocionais, como sentir frio, sede, dor, alegria, tristeza, raiva. Emoções estas que se fazem presentes em todas as etapas das nossas vidas, travestidas de lembranças. E são estas emoções revestidas de lembranças que nos deixa suscetíveis a desenvolver transtornos psíquicos. Há situações da realidade que são sentidas como extremamente intoleráveis e, por conseguinte, carregadas de muita dificuldade de assimilação pelo aparelho mental.

Na multiplicidade de papéis que as mulheres desempenham, na busca de alta performance, tentam provar o tempo todo que são capazes de dar conta de tudo com o máximo de eficiência, e, ainda, estão expostas a estressores de difícil controle, como por exemplo, a violência, os abusos e as cobranças exacerbadas da aparência estética (a morte de mulheres na busca do corpo perfeito). Além disso, mudanças como nascimento, casamento, separação e luto são exemplos que impactam profundamente a mente e impõem à pessoa o contato com o desconhecido. Cada sentimento sinaliza algo. A tristeza do luto (não só por morte, mas separação, perda de emprego, de casa, de um cônjuge ou de um filho) leva a sentimentos humanos de desamparo, de finitude, de impotência e de insegurança, mobilizando angústia e ansiedade.

No meu dia a dia, a cada história contada, revivida, escutada, analisada, ouço mulheres falarem do dilema de se sentirem exaustas e incompreendidas com quadros de depressão, síndrome do pânico e transtornos decorrentes de crises de ansiedade cada vez mais elevados. Estudos mostram que as mulheres têm mais propensão à depressão e sofrem mais com suas emoções do que os homens, devido às alterações hormonais que regem a sua vida desde a gestação até após a menopausa. Com isso, as batalhas travadas na mente, diariamente, precisam de acolhimento dos medos, do esgotamento e da angústia e, assim, conter o sofrimento vivenciado, promover a transformação das experiências emocionais, de algo importante do ser, para que auxilie a suportar a vida. Se isso não ocorrer, ficará com a mente entorpecida de emoções não processadas, tendo que suportar no seu refúgio interior pensamentos distorcidos da realidade, dos sabotadores, das falsas crenças que afetam a capacidade de pensamento contundente – origem de muitos problemas de saúde mental.

O medo de não dar conta, o sentimento de culpa, a depressão, a fragilidade, a ansiedade, os distúrbios alimentares, e demais transtornos associados ao ciclo reprodutivo, o estresse pós-traumático em casos de violência sexual e outras formas de abuso cotidiano são distúrbios muito frequentes. É preciso compreender a necessidade de apoio e que não conseguir lidar com todas as situações e ter um problema emocional, não a torna uma pessoa frágil. É, importante se apropriar de suas capacidades femininas, descobrir a força mobilizadora, adquirindo ainda mais firmeza e segurança. Ninguém precisa ser perfeito para ser autoconfiante e não precisa anular os cuidados com sua saúde, seus desejos e seus sonhos.

Ser mulher com a multiplicidade de papéis não é fácil, foi longa a história de lutas e de conquistas, porém, o enfrentamento de grandes desafios é constante, e os cuidados com a saúde mental é essencial. Não somos máquinas, somos mulheres que pensamos e sentimos!

Com o tema: “ Não somos máquinas, somos mulheres! ” A psicóloga Odete Guerra produziu um texto exclusivo para falar sobre os cuidados com a saúde mental das mulheres.

Ser mulher com a multiplicidade de papéis não é fácil, foi longa a história de lutas e de conquistas, porém, o enfrentamento de grandes desafios é constante, e os cuidados com a saúde mental é essencial. Não somos máquinas, somos mulheres que pensamos e sentimos! Veja na pág.

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