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Não estoure o seu teto de gastos nesta Black Friday

Black Friday chegando, primeira parcela do décimo terceiro na mão, “ofertas imperdíveis”, descontos e promoções “nunca vistos”, mas também muitos produtos pela metade do dobro, portanto, muito cuidado nesta hora para não se entusiasmar demais e acabar comprando por impulso coisas que não precisa, com o dinheiro que não tem apenas para não ficar de fora.

Neste ano a procura por smartphones, calçados e televisores está novamente bastante aquecida, mas roupas, cosméticos e até mesmo chocolates também estão em alta nesta Black Friday que se tornou uma das datas mais importantes para o comércio. Segundo pesquisa realizada pela Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), realizada em todo o país demonstrou que 62,5% dos seus 1.200 associados participarão da Black Friday através de promoções em seus pontos de venda.

Tudo isso parece ser muito bacana e entusiasmante para o consumidor, mas assim como nossa vida é feita de escolhas, a Black Friday pode não ser para você. Isso mesmo que você leu, “Pode não ser para você!” Mas aí você me pergunta, COMO ASSIM!? Bem, então vamos lá que eu vou lhe explicar. Se você não tem necessidade de adquirir um produto ou qualquer coisa que seja, se não vinha pesquisando o seu preço e não acumulou nem metade dos recursos suficientes para sua aquisição e precisa se endividar, então, não faz sentido algum gastar dinheiro por algo que não precisa mesmo que isso seja aparentemente mais barato. Tem até um meme muito engraçado que viralizou o ano passado, nesta mesma época, com a foto do ator Terry Crews (o pai sovina do seriado Todo Mundo Odeia o Chris) que dizia que “Se não comprar nada o desconto é ainda maior” e é claro que não é necessário chegar a este ponto, mas se por ocasião da sua decisão/compulsão você não conseguir honrar seu cheque especial ou cartão de crédito, no fim do mês ou na data da fatura pagará 8%, 12% de juros nestes instrumentos de crédito, levando todo o desconto obtido em pouquíssimo tempo, já que estamos falando de juros compostos, ou seja, juros sobre juros.  E com as recentes altas da inflação, dólar nas alturas, aumento de preços nos combustíveis, no setor de serviços e, praticamente, em toda a cadeia de alimentos e se, porventura, a grana ainda está curto e os juros estão mais altos, então, por que se endividar sem necessidade?

Um dos sentimentos mais comuns nesta época do ano, muito conhecido pelas finanças comportamentais, é o chamado FOMO que é a sigla em inglês de Fear Of Missing Out, que significa, o Medo de Ficar de Fora, ou seja, é aquela sensação de estar perdendo alguma coisa, de estar fora da tribo, que está perdendo uma “grande oportunidade” e que é conhecido popularmente como efeito manada, e com isso, levando as pessoas às maiores sandices financeiras por um momento que pode custar muito caro.

Para que não estoure o seu teto de gastos nesta Black Friday vão algumas dicas importantes que separei para este ano:

Saiba de sua disponibilidade financeira antes de sentar-se na frente do computador ou de sair de casa para as compras e não comprometa toda a sua renda neste fim de ano lembrando que haverá outros compromissos financeiros no início de 2022 como impostos e gastos com educação, por exemplo;

Faça sempre 3 perguntas antes de executar uma compra: Eu realmente preciso disso? Eu tenho dinheiro para comprar isso à vista ou vou parcelar a perder de vista? Eu posso adiar esta aquisição (dando um prazo de 24 a 48h para avaliar se realmente isto é necessário)?

Faça um Back Test daquilo que almeja, ou seja, há sites especializados na comparação de preços que proporcionam a oportunidade de fazer uma pesquisa dos últimos 40 dias e até de retroceder 6 meses para que possa verificar se realmente pagará mais barato pelo produto desejado e garanto que você não vai se surpreender;

Nunca faça empréstimos desnecessários. Num momento em que temos alta de inflação em 2 dígitos e taxa de juros básica (Selic) se aproximando também deste patamar os empréstimos estão mais elevados, então, jamais se endivide por gastos que não sejam essenciais e nem necessários neste momento desafiador pelo qual a economia brasileira vem passando e que pode ainda se agravar.

Compartilhe com alguém próximo e defenda sua “tese de compra” do porquê aquilo que você deseja é importantíssimo. Fazendo este simples exercício você mesmo se sentirá desestimulado a adquirir algo, se realmente, isso não for importante e se necessário, fará a compra sem futuros arrependimentos mesmo após alguns dias da tal semana imperdível.  

Lembre-se que apesar do governo federal ter rompido o teto de gastos você não precisa romper o seu até porque você não recebe recursos proveniente de impostos apenas paga por eles.

Por fim, não há mal nenhum em comprar na Black Friday até porque a economia precisa retornar após mais de um ano e meio de pandemia e o mercado aguarda ansiosamente pelos seus reais. Dinheiro foi feito para ser gasto, mas não desperdiçado e por isto não aceita desaforo. A questão toda é se endividar ou comprar algo por impulso que fará com que você se arrependa depois, mas se você está planejado, já realizou as devidas contas e vem acompanhando os preços há algum tempo e o dinheiro está carimbado para isso aproveite a data, os descontos e as promoções propostas pelos estabelecimentos comerciais. Boas Compras e se precisar conte sempre com a ajuda de um planejador financeiro certificado.

Rogério Nakata é Planejador Financeiro CFP® da Economia Comportamental e palestrante sobre os temas Educação Financeira e Planejamento Financeiro de grandes organizações.

E-mail: atendimento@economiacomportamental.com.br

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