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II. Ícaro e Dédalo – Esther Rosado

Eles se chamavam assim: Dédalo , o pai, inteligente e perspicaz, já entrado nos quarenta anos; e Ícaro, o filho, um menino de 14 , os olhos azuis e o cabelo ruivo.
Não se sabe por que diabos tinham a mesma preferência: jogar um game de nome Labirinto. Um jogo para quem gostava de fugir de um bicho esquisito chamado Taurominos, com cabeça de homem num corpo de bovino.
O fim do jogo é sabido de todos os habitantes de Colossus, a cidade em que ambos moravam, cujo prefeito era um homem irascível: Cretos. Que fim do jogo era esse? você me perguntará…
Quem ganhasse, ah, quem ousasse ganhar, teria que saltar, nu em pelo, das escarpas de Colossus para o mar Ingreu. Foi então que Dédalo, que era arquiteto, construiu a primeira asa deste planeta Ground-Earth. Uma para si e outra para o filho.
E de asas, nus como tinham vindo ao mundo, saltaram sobre o Delta-Egeu. E voaram, e subiram para perto da Estrela e nada, nem asas, nem penas, nem cera derreteu.
Fugiram para a Ibéria e lá continuam até hoje. Inventaram um outro fim para o game: a personagem SeuTeu mata Taurominos no Labirinto e uma aranha chamada Adriadne fabrica um fio que tece outras tantas asas para quem quer fugir.
E lá, eu garanto, há sempre alguém nelas interessado.

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