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Fuja da síndrome do F.O.M.O. nesta Black Friday!

*Por Rogério Nakata

Com a Black Friday ocorrendo nesta semana muitos consumidores começam a suar frio despertando, em muitos, os mais profundos e primários dos sentimentos, o de ir à caça. E estímulos não faltam para isso pois, basta entrar nas redes sociais, assistir a televisão ou conversar com amigos que fica fácil constatar que a temporada de caça às compras foi aberta com “ofertas imperdíveis”.

Ofertas estas que podem ser ilusórias, onde em muitas ocasiões, será a metade do dobro se o consumidor não se importar com seu rico dinheirinho ou, se simplesmente, por falta de tempo, não acompanhou nos últimos 60 dias os preços dos produtos que tanto ansiava para a semana mais esperada do ano.

Tudo isso porque pesquisas realizadas pelo PROCON apontaram que muitos produtos ofertados na Black Friday tiveram, misteriosamente, uma repentina alta no início deste mês para depois serem vendidos pelo mesmo valor comercializado em meados de Outubro, por exemplo. É bom sempre ressaltar que grandes varejistas com o objetivo de entender como funciona a cabeça do consumidor investem pesado em pesquisas voltadas à neuroeconomia com o único objetivo: FAZER VOCÊ GASTAR MAIS nesta época entendendo melhor seu perfil, mas também suas preferências.

No entanto como ainda estamos em tempo de pandemia, apesar de muitos acharem que ela não mais existe e com um décimo terceiro mais magrinho, já que muitos tiveram contratos de trabalho suspensos, só faz sentido comprar alguma coisa se você, primeiro vinha comparando a variação de preços do produto desejado e o segundo ponto e talvez O MAIS IMPORTANTE que é perguntar a si mesmo: SERÁ QUE REALMENTE EU PRECISO DISSO?

E por que esta pergunta é tão relevante? Simplesmente para que você não seja arrastado pelo efeito manada ou pelo que a Economia Comportamental chama de F.O.M.O. que é a sigla em inglês de Fear of Missing Out, que nada mais é, que o medo de ficar fora, que resumindo é aquele sentimento que você tem de ser a única alma bondosa neste mundo que está perdendo as “ofertas incríveis” da semana da Black Friday.

Para isso vai aí uma primeira dica: Se você não precisa realmente daquilo e se não estava planejado para este gasto evite fazer uma aquisição desnecessária, principalmente se, você já tem outros compromissos assumidos. Portanto, não faz o menor sentido assumir mais uma despesa mensal, principalmente num momento tão complicado pelo qual estamos passando e com um novo aumento de número de casos da Covid-19 pelo país e pelo mundo mas também da possibilidade, após o segundo turno das eleições, de termos mais restrições sanitárias caso haja a confirmação de uma segunda onda, percebida principalmente, pela ocupação sistemática de mais leitos hospitalares com pacientes infectados pelo corona vírus.

Outra dica importante se você não se planejou para esta semana desabilite notificações no celular e pare de ver toda hora as “promoções” no Instagram e no Facebook. Tudo isso pela lógica de que é muito difícil você tentar emagrecer sentado na frente de uma loja de chocolates ou de uma churrascaria, portanto, se não quiser gastar desnecessariamente nesta semana evite frequentar shoppings centers ou até mesmo ir para o centro da cidade pois, caso medidas simples como estas não forem tomadas o gasto é inevitável.

Isto é o mesmo princípio de que para você não tomar mais refrigerantes não os tenha na dispensa e nem na sua geladeira ou se quiser parar de fumar não acende o primeiro cigarro ou ande com pessoas que fumam. Por outro lado, se você conviver com pessoas que poupam você também terá a tendência de ser um poupador, se você se relaciona com investidores e conversa sobre o assunto muito possivelmente também se tornará um investidor.

Somado a isso há oportunidades interessantes na Black Friday como aplicar em investimentos com rentabilidades diferenciadas e com percentuais do CDI bastante atrativos, aportes em planos de previdência com valores reduzidos e cursos sobre finanças com preços que podem ser convidativos para conhecer um pouco mais sobre Educação Financeira ou investimentos financeiros evitando, com isso, sair por aí fazendo besteira.

Outra dica antes de comprar na primeira loja que você entrar é fazer uma pesquisa de preços na Internet, mas também puxar o histórico dos últimos 6 meses para averiguar se aquilo realmente é uma oferta.

E para isso o aplicativo do Buscapé cumpre um papel interessante neste aspecto onde ele demonstra, por exemplo, um histórico de preços nos últimos 40 dias (não recomendo) ou nos últimos 6 meses (recomendadíssimo) podendo, com isso de fato, monitorar esta variação e até criar alertas de preços caso o valor desejado ainda não tenha sido atingido.

E por último para que não tenha uma surpresa desagradável de não receber o produto comprado o Procon SP lançou uma lista das empresas não confiáveis para evitar que você caia numa roubada que está contido neste link da instituição: https://sistemas.procon.sp.gov.br/evitesite/list/evitesites.php

Boas compras ou bons investimentos lembre-se que toda parcimônia e pesquisa são importantes antes de adquirir coisas que não precisa em tempos de dinheiro bastante escasso e com compromissos já assumidos ou que serão inevitáveis como, por exemplo, os impostos no início do ano. Use sempre a máscara, nem que seja por economia, pois é mais barato que um leito de UTI ou os remédios que precisará tomar caso seja infectado! #ficaadica

Rogério Nakata é Planejador Financeiro CFP® da Economia Comportamental e palestrante sobre os temas Educação Financeira e Planejamento Financeiro de grandes organizações. E-mail: atendimento@economiacomportamental.com.br

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