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Fique em casa, fique em casa

No início, a gente ouvia falar do tal Coronavírus, depois foi renomeado Covid 19  e, posteriormente, começamos a entender, ouvindo notícias terríveis  da China, Itália, Espanha e Estados Unidos, que estávamos presos não só à nossa casa, à nossa cidade, mas ao planeta Terra: como fugir? Confesso que tive, então, minha primeira crise de medo porque fui ao supermercado e, já usando máscara, senti  que ia sufocar. Não, ainda não era pânico, era medo humano , apenas. Apenas?!

Enquanto isso, a irresponsabilidade presidencial denominava de “resfriadinho” e “gripezinha” o vírus e de “frouxos” que temiam a contaminação. Verifiquemos: quando alguém subestima algo ou o teme , coloca a cabeça dentro do buraco como dizem que faz um avestruz… aí eu me sinto incomodada. Gente que grita, perde as estribeiras e vive cercada de babaovos me faz mal. Eu gosto dos seguros, dos dispostos a conversar, dos que muitas vezes choram de emoção e dor. Mas a “gripezinha” não foi embora, aumentou, aumentou e aumentou.

Como o capitão Jair Bolsonaro  é boquirroto, não faltaram, por esses tempos,  desprezo total pelas recomendações e incentivo a que a população crédula seguisse seus hábitos, costumes e etc: saíram à rua, comemorando sei-lá-quê. Até os bailes funk voltaram nas periferias das grandes cidades. Espelhados no presidente que tem um “histórico de atleta”, acreditaram que o vírus era só um vírus,talquei?

Estamos morrendo aos montes, feito moscas no monturo. Se nós, que podemos comer todos os dias pela graça do bom Deus, estamos  com medo de botar o bico na rua, imagine os nossos irmãos brasileiros aguetados em comunidades, de estômago vazio e sem empregos?

Sim, meus caros, sem emprego não por conta do corona, mas porque antes estávamos com milhões e milhões  de desempregados e, além disso, muitos e tantos outros milhões na informalidade, esperando um futuro que não vinha e com um presidente que ainda está em campanha eleitoral, falando pelos cotovelos. E cada fala daria um exame do ENEM de erros de conjugação, flexão e etc.

Se saio à rua por um instante para ir à farmácia, o que vejo é impressionante: pessoas sem máscara, paradas, conversando. Não basta o apelo da televisão para que fiqume em casa. Além disso, o péssimo exemplo das autoridades que , na posse no novo ministro da Justiça ,um sujeito “terrivelmente evangélico”,  como disse o capitão a quem  prestou (ele, o ministro) continência no fim da cerimônia. Na posse, pessoas sem máscaras, apertos de mãos e abraços certamente incentivaram o povo a fazer o mesmo ( se eles podem, por que não podemos?). E o capitão passando a mão no nariz, gesto peculiar de sua nobre educação peculiar.

Estou literalmente exausta de ver tanta burrice estampada nos jornais e exposta na tevê. Os cabelos eriçados de ver que, em vez de discutir os problemas do Brasil, o capitão quer leis e subalternos para interferir pelos seus problemas e o dos filhos.

Fiquem em casa. Para evitar que a Covid19 faça de você mais uma vítima, mas, sobretudo para ver tevê, ouvir podcasts e observar que quem cuida da sua vida e de sua família é você e não um bando de gente irresponsável que se insurge até contra o STF.

Pode ser que daqui a pouco  se insurjam contra Deus. Ou vice-versa.

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