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Filme “Maudie: Sua vida e sua arte”, é uma lição de empatia

  • Na Pauta

O filme “Maudie” (2016), baseado na vida da artista canadense Maud Lewis (1903-1970). Está disponível na Netflix e conta a história de uma mulher que tem artrite reumatoide. Após ser rejeitada por sua família, ela busca independência trabalhando para um rabugento vendedor de peixes. Maudie (Sally Hawkins) tem dificuldade para andar. Com pés tortos, coluna arqueada e dores por causa da artrite reumatoide, ela sofre com o pré-conceito de acharem que não é capaz de se cuidar. Sofre com a insensibilidade de sua família.

Resolve, então, virar empregada de um matuto da região, Everett (Ethan Hawke), e muda-se para sua casa. Diante de um monte de dificuldades, escolhe as cores para pintar seu pequeno mundo –suas telas são as paredes, as janelas e as portas. ela só queria viver dentro das suas pinturas, só queria pintar.

O dia de Maudie é trabalhar duro para sobrar tempo para pintar. O diferente e chucro Everett vai se tornando seus pés sãos.  O filme se passa a maior parte do tempo em um cômodo, um loft superior e um quintal de uma casinha afastada de tudo, restrita como um palco, onde o que importa são os atores.

A loucura de um começa a ser compreendida pelo outro, e vira uma lição de empatia. Sally Hawkins, tenta se aproximar de um quasímodo feminino, sendo doce, sarcástica, esperta e talentosa em sua personagem.

Ethan Hawke é perfeito como o grosseiro, agressivo e louco Everett, que não teve muita chance de saber como expressar seus sentimentos.

“Maudie” é ótimo filme pra ver em casa (pequena ou não) e captar os insights do diretor Aisling Walsh, aplicando-os ao confinamento. Assista e se emocione o quanto quiser. Filme ganhador de sete Canadian Screen Awards, incluindo o de Melhor Filme. Imperdível!

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