Acompanhe aqui os números da COVID-19 em Jacareí

Estado de São Paulo se prepara para vacinação contra COVID-19 a partir de 2021

Uma remessa com 600 litros a granel de insumo para a produção da vacina Coronavac chegou a São Paulo nesta quinta-feira (3/12). O material, que será processado pelo Instituto Butantan, equivale a 1 milhão de doses, que se somam as 120 mil doses já enviadas pela farmacêutica chinesa Sinovac.

Ao todo serão 46 milhões de doses, sendo 6 milhões já prontas para aplicação e 40 milhões em forma de matéria-prima para produção, envase e rotulagem em fábrica própria do Instituto Butantan. O processo de envase desta primeira remessa de insumos deve levar de quatro a sete dias e envolverá, diretamente, cerca de 40 colaboradores do Butantan. A produção será ininterrupta. Outras remessas devem chegar nas próximas semanas.

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, chegou a afirmar à imprensa que a CoronaVac deve estar disponível para ser aplicada na população em janeiro do próximo ano. A aplicação da mesma, contudo, não está prevista no plano divulgado pelo Ministério da Saúde também na terça-feira (1/12).

Plano Preliminar – O Ministério da Saúde apresentou na terça-feira (1/12), definições preliminares da estratégia que vai pautar a vacinação da população contra a Covid-19. Pontos como grupos prioritários, eixos estratégicos do plano operacional, expectativas de prazos, investimento na rede de frio para armazenamento das doses, processos de aquisição de agulhas e seringas para atendimento da demanda e as fases da vacinação dos grupos prioritários foram tratados durante o encontro.

Na primeira fase, conforme a coordenadora do PNI, devem entrar trabalhadores da saúde, população idosa a partir dos 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência (como asilos e instituições psiquiátricas) e população indígena. Em um segundo momento, entram pessoas de 60 a 74 anos. A terceira fase prevê a imunização de pessoas com comorbidades que apresentam maior chance para agravamento da doença (como portadores de doenças renais crônicas, cardiovasculares, entre outras). A quarta e última fase deve abranger professores, forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e população privada de liberdade.

O Ministério frisou, contudo, que o plano é preliminar e pode sofrer alterações.

Alerta – A retomada de força da contaminação pelo novo Coronavírus acendeu o alerta para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, que declarou, numa nota técnica que a rede do SUS da capital do Estado está com seu sistema de saúde pública em colapso. Na quarta-feira (2/12), 172 pessoas aguardavam por um leito de UTI na Região Metropolitana do Rio de Janeiro e a taxa de ocupação de leitos de terapia intensiva chegava a 90%, com 552 pessoas internadas.

SP – As taxas de ocupação dos leitos de UTI em São Paulo estava em 60,7% na Grande São Paulo e 53,7% no Estado na quinta-feira (3/12). O número de pacientes internados é de 10.016, sendo 5.798 em enfermaria e 4.218 em unidades de terapia intensiva, conforme dados das 10h desta quinta-feira. No início da semana, o Governo de São Paulo regrediu todo estado para a Fase Amarela do Plano de Retomada Econômica do Estado, em que mais restrições são impostas (confira matéria)

Jacareí – Em Jacareí, a força da COVID, segundo os números oficiais, permanece baixa. O número de novos casos em 7 dias está há 3 dias entre 47 e 57, volume equivalente ao mês de maio (no pico da pandemia a cidade chegou a alcançar 414 casos em 7 dias, ou seja, quase 10 vezes mais). A média de novos casos por dia permanece estável, fechando em 13,53 na quinta-feira. Vale notar que a prefeitura emitiu nota afirmando que novamente, uma instabilidade no sistema de computação de dados do Ministério da Saúde pode provocar distorções na percepção dos números da COVID na cidade.

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