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ESGOTAMENTO EMOCIONAL?

Em um cenário competitivo, corrido, com tantas cobranças e urgências, ter esgotamento mental tem se tornado cada vez mais comum e as pressões emocionais, psicológicas, podem trazer graves consequências no trabalho, relacionamentos e saúde. A vivência de traumas, confrontos pessoais, dificuldades de toda ordem causam um desgaste emocional que implica em total descontrole das emoções/ações e pensamentos, o que também pode ser nomeado como uma fadiga mental, exaustão ou esgotamento psicológico. Por mais que a pessoa se esforce, esses sintomas vão tomando conta da mente e corpo. Os mais frequentes são o cansaço excessivo, físico e mental, dor de cabeça frequente, alterações no apetite, insônia, dificuldades de concentração, sentimentos de fracasso e insegurança, negatividade constante, sentimentos de menos valia, alterações repentinas de humor, isolamento, fadiga, dores musculares, problemas gastrointestinais, alterações nos batimentos cardíacos, entre outros. Muitas vezes as pessoas acreditam ser capazes de ultrapassar o limite do corpo e da mente e, quando percebem, sentem que não conseguem manter o entusiasmo, o que é substituído por sentimento de insegurança persistente, percepção distorcida da realidade, sem ter certeza do que pode realmente ser real. A sensação mais comum é a falta de controle e a incerteza. Além disso, observa-se um aparente desespero e uma demonstração de impulsividade, o que se denomina adoecimento. No momento em que esse quadro de sintomas persiste por um período maior de tempo, as principais apreensões da mente expressam que as pessoas não conseguem de fato relaxar, mesmo estando descansando, e isso deixa o cérebro sobrecarregado, acentuando o medo, a frustração e a ansiedade, acrescidos de uma sensação de impotência, em relação ao amanhã. Algumas pessoas pensam que precisam ser firmes e fortes, pois sentir essa completa exaustão é sinônimo de incompetência, de fraqueza, o que na realidade não é isso. O sentimento de estar sobrecarregado, sem motivação, cansado o tempo todo e a sensação de que a cabeça vai explodir é um quadro de esgotamento emocional. É importante ter em mente que, embora as causas da fadiga possam ser identificadas, como por exemplo: o nível de tensão dos profissionais em função do que são expostos, as exigências extenuantes no trabalho, os problemas financeiros, as relações conflituosas, muitas vezes, são os próprios padrões mentais da pessoa que aumentam o nível de estresse, como excesso de perfeccionismo, necessidade de controle pleno, culpas, acúmulo de responsabilidades desnecessárias. Por isso, além de trabalhar o “gatilho externo” que leva à fadiga, é importante também entender como a pessoa lida com ele. Muitas vezes, o problema está mais na forma de saber trabalhar com o estresse do que no fator estressante em si. O diagnóstico precisa ser feito por um médico, mas os principais sintomas desse quadro, que indicam a necessidade de procurar ajuda, seja médica ou mesmo de um Psicanalista, auxiliará a voltar a sentir ânimo e prazer na rotina cotidiana, sabendo reconhecer e afastar o que leva ao quadro de esgotamento emocional/fadiga mental/exaustão, ou seja, ter uma condição normal de saúde. A psicoterapia pode ser uma grande aliada para que a pessoa com fadiga mental compreenda, identifique o que desencadeia tal estado, podendo, assim, trazer luz ao motivo do seu sofrimento, contribuir para enfrentar melhor suas emoções e as pressões externas ou internas.

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