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Endometriose: Março amarelo visa conscientizar sobre a doença

A campanha mundial do “Março Amarelo” tem por objetivo conscientizar a população a respeito da endometriose, uma doença que atinge aproximadamente 10% das mulheres em idade fértil, ou seja, cerca de 6 milhões de brasileiras, de acordo com o Ministério da Saúde. 

Os primeiros sinais da endometriose podem aparecer já nos primeiros ciclos menstruais das adolescentes. Por outro lado, algumas mulheres apresentam sintomas apenas mais tardiamente. E, justamente, por ter um espectro muito amplo de apresentação é que o diagnóstico pode ser difícil de ser realizado. Isso pode fazer com que muitas mulheres sofram silenciosamente. 

A médica ginecologista do Hospital vi Valle, Dra. Larissa Sandon, comenta que muitos casos da doença demoram para serem diagnosticados corretamente. Isso faz com que o período entre os primeiros sinais e o diagnóstico definitivo leve muito tempo, cerca de 8 anos. 

“O diagnóstico tardio pode levar a situações mais graves do quadro, quando é necessário optar pela intervenção cirúrgica”, explica a médica. 

A endometriose é uma doença inflamatória do sistema reprodutor feminino, que acontece quando o endométrio – tecido que reveste o útero por dentro – se implanta em vários locais na cavidade abdominal, como ovário, ligamentos uterinos, intestino, bexiga e nervos pélvicos. 

A médica explica que entre os principais sintomas estão fortes cólicas.  

“Em geral, são cólicas intensas, que impedem a mulher de praticar atividades comuns, como trabalhar e praticar exercícios físicos, afetando muito a sua qualidade de vida. Outro sintoma muito frequente é a diapareunia (dor durante a relação sexual). Lembrando que sentir dor não é normal! Por isso, é preciso procurar um profissional que valorize os seus sintomas e que faça uma investigação e um tratamento adequados”, esclarece Dra. Larissa. 

Também são comuns outros sintomas, como sangramento menstrual desregulado e intenso, fadiga e cansaço frequente, sangramento intestinal durante o período menstrual, dores pélvicas fora do ciclo menstrual e dificuldade de engravidar. 

 O tratamento depende da intensidade dos sintomas e da gravidade das lesões. É possível fazer um controle dos sintomas com anticoncepcionais, por exemplo. No entanto, o tratamento clínico não retira as lesões já existentes. 

Para retirar as lesões, a principal opção é a cirurgia minimamente invasiva (laparoscopia ou robótica), na grande maioria das vezes, preservando o útero, ovário e trompas. Este procedimento aumenta o índice de fertilidade nas mulheres em que a causa da dificuldade de engravidar é a endometriose. 

“Em geral, o tratamento mais indicado deve levar em consideração a idade da paciente, a gravidade dos sintomas e se a mulher deseja ter filhos”, comenta a ginecologista.  

Para a prevenção, a pílula anticoncepcional é uma aliada. A administração do tratamento hormonal pode retardar ou impedir o aparecimento da doença. Um médico ginecologista deve ser procurado para orientar qual o melhor tratamento.

Dra. Larissa Sandon, médica ginecologista do Hospital vi Valle

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