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Endividamento do brasileiro se torna crônico e pede ação urgente!

Nesta semana o Serasa demonstrou em uma de suas pesquisas que 65,7 milhões de pessoas estão com contas vencidas sendo que o valor médio da dívida é superior aos R$4mil sendo que estes dados se encontram muito próximo da máxima histórica e pior com tendência de alta até o fim do ano. Se isso não bastasse há 33 milhões de pessoas que passam fome no Brasil que é, por ironia, o terceiro maior exportador de alimentos do mundo, mas que tem dificuldades em alimentar sua própria nação. Somados, temos um contingente de quase 100 milhões que vivem não somente com dificuldades financeiras, mas também alimentares.

Apesar do breve alívio em Maio da inflação (0,47%), ainda assim, continuamos na casa de 2 dígitos (11,73% acumulada em 12 meses) que, por sua vez, diminui o poder de compra das famílias que necessitam de mais reais para comprar a mesma quantidade de produtos ou serviços.

Isso significa que para comprar, muitas vezes, os mesmos itens básicos como alimentos, colocar combustível no carro ou, até mesmo, pagar o aluguel, a escola dos filhos e pegar transporte público, o consumidor tem, no final das contas, devido a perda deste poder de compra que recorrer ao crédito rápido, fácil e muito caro para conseguir chegar até o fim do mês com o mesmo salário já que ele também não é reajustado há algum tempo devido a própria situação econômica atual e as consequências da pandemia. Com isso, mais pessoas vão se tornando superendividados ou endividados crônicos que são aquelas pessoas que fazem uso recorrente do crédito como cheque especial, rotativo do cartão de crédito, consignados e empréstimos pessoais como sua segunda fonte de renda.

Situação inglória e que precisa ser estancada o mais breve possível para que não se torne um estilo de vida onde boa parte da receita é consumida com dívidas e juros. E isso somente pode ser solucionado com outras fontes de receita, com a busca de melhores salários e oportunidades e, este último, tem a ver com o Estado em prover desenvolvimento necessário e condições para que se atraiam novos investimentos, e por sua vez, receitas mais justas e mais empregos. Somado a tudo isso estão a educação financeira e o planejamento financeiro pessoal como aliados na compreensão daquilo que é mais adequado ao orçamento de cada família e na tomada do crédito consciente.

Segundo a Boa Vista Serviços, que é uma empresa especialista há mais de 60 anos na atividade de crédito no país, 83% das dívidas possuem atrasos superiores a 90 dias. Outro ponto interessante é que mais de 50% das pessoas que realizam negociações para quitar dívidas através dos Feirões “Limpa Nome”, promovidos pelos órgãos de proteção ao crédito, retornam à base de dados das instituições em menos de um ano.

Medidas como a redução do ICMS parecem ser muito atrativas a princípio, vendidas como a solução de todos os problemas para o dragão da inflação, e podem até inicialmente auxiliar na derrubada dos preços dos combustíveis nas bombas ocasionando, por sua vez, uma diminuição no índice oficial, o IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo). Porém, não se engane pois, NÃO EXISTE ALMOÇO GRÁTIS, até porque o Estado não produz nada, nem uma agulha se quer, apenas gere os impostos que são pagos pela população, ou seja, esta conta virá mais cedo ou mais tarde na forma de ausência de recursos para a saúde, educação, segurança e infraestrutura, de forma que, o contribuinte tenha que pagar por um plano de saúde, colocar seu filho numa escola privada, pagar mais caro pelo seguro do seu carro mas também pelas manutenções que serão necessárias já que não há dinheiro para tampar o buraco na frente de sua casa devido ao cobertor ser extremamente curto. Por estas e outras razões cada um tem que cuidar das suas finanças como um bem único e precioso para que isso não diminua ainda mais a sua Qualidade de Vida diante dos inúmeros desafios que os brasileiros passam todos os dias em suas vidas financeiras. Portanto, oportunidades como um dinheiro vindo de uma cobrança de um empréstimo que fez à um amigo, renda extra ou como saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) devem ser utilizados, se possível, para quitar dívidas como taxas de juros mais altos e com prazos mais alongados.

Por fim, somente um país com mais educação e com mais conscientização, pode aí, sim se tornar uma grande nação!  

Rogério Nakata é Planejador Financeiro CFP® da Economia Comportamental e palestrante sobre os temas Educação Financeira e Planejamento Financeiro de grandes organizações.

E-mail: atendimento@economiacomportamental.com.br

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