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Dia do Rock; iniciativas de Jacareí promovem e celebram a cena musical na região

*Foto do destaque: Corujas de Gotham no “Cena Viva”. Foto: Vegas

Vivo, elétrico, hora rápido hora lento, múltiplo, libertário, polêmico, revolucionário. Assim segue vivo o Rock N’ Roll após mais de seis décadas de atividades, embora suspeitas sobre sua morte constantemente rondem o imaginário cultural contemporâneo. O gênero musical, que surgiu no final da década de 40 do século passado como uma vertente do blues com uma pegada mais “elétrica”, deixou de ser o protagonista musical absoluto da produção artística e das revoluções culturais no mundo, dividindo o palco com com outras manifestações artísticas importantes, mas segue ativo e produtivo na trilha da evolução estética e na veia de um público fiel e cada vez mais diversificado.

No Brasil, o gênero tem no dia 13 de julho uma data simbólica comemorativa, o Dia do Rock.

Duas iniciativas importantes com raízes em Jacareí marcam o cenário e a difusão do Rock na região do Vale do Paraíba, onde centenas de artistas dependem principalmente da iniciativa independente para produzir e divulgar seu trabalho: o coletivo ValePunk, que lança ao público seu primeiro documentário no dia 25/7 e o podcast Rock N’a Sala, que comemorou 3 anos de atividades, com seu 60º episódio, na sexta-feira, dia 10/7.

ValePunk – Em 2003, três amigos que tinham em comum a paixão pelo Punk Rock se uniram para montar o webzine ValePunk com a finalidade de divulgar o circuito de bandas locais, além de acompanhar o movimento das bandas importantes e de referência no estilo. Dario Barbosa, que teve a ideia inicialmente, Jailson Ottoni e Rafael Ferreira, então, montaram o webzine ValePunk, que acabou conhecido também como um portal de música.

Tela do webzine ValePunk, de 2003

No mesmo ano, ValePunk promove seu primeiro evento, um festival com as bandas Nihil Obstat, Lunática, Y2K, Noção de Nada e Garage Fuzz. Desde então, o portal seguiu realizando entrevistas, divulgando bandas do cenário punk/hardcore nacional e mundial, publicando agenda de shows, além de colunas com “influenciadores” da cena da época.

Em 2012 o webzine torna-se um site, mas tem suas atividades encerradas no ano seguinte. Desde então, o ValePunk tornou-se um coletivo cultural com enfoque em eventos e com atividadas de rua. Agora em 5 integrantes, com a entrada de Luana França e Aninha Ramone, além do apoio de uma rede de produtores culturais, bandas, casas de show e entusiastas, ValePunk é um dos mais ativos produtores de eventos do cenário também identificado como “underground”, ou mesmo independente, e também diversificado, seguindo o propósito de divulgar a cena cultural local.

Além dos shows e festas de rock, o ValePunk promove a festa Porkys, que celebra os anos 80, leva discotecagem para eventos e criou a marca de cerveja artesanal Reduto Undergrand, produzida em parceria com a cervejaria Cão Loko e a marca de moda império Urbano. Em 2019, uma feira multicultural com workshops promovida pelo ValePunk trouxe ao Pátio dos Trilhos o evento “Cena Viva”, com as bandas Cólera, Apto Vulgar e Corujas de Gotham.

Discotecagem ValePunk (Aninha, acima; Rafael, à esquerda; Dario, à direita)

O coletivo lança ao público, no dia 25 de julho, seu primeiro documentário. “Cena Viva” é um registro do cenário de bandas do cenário punk-rock/hardcore da região e que passaram por aqui, dirigido por Jailson Otoni.

Diante do quadro de Pandemia da COVID-19, o ValePunk realizou, também, um evento online beneficente, a “Pandemia Sonora”, uma live com discotecagem com canal para doação em dinheiro revertida para a arrecadação de alimentos para pessoas com necessidade.

Show da Cólera, no “Cena Viva”, julho de 2019. Foto Thiago Motta

Rock N’a Sala – Desenvolvido em 2017 como uma forma de divulgar o festival de bandas com o mesmo nome, produzido pelo músico Felipe Fênix e realizado na Sala Mario Lago, em Jacareí, o podcast Rock N’a Sala editou quatro episódios em julho daquele ano. Após o festival, que apresentou as bandas Bratislava e Luna en Martes, Felipe recebeu um retorno positivo a respeito dos episódios do podcast e decidiu prosseguir com a produção.

O programa passou a apresentar, então, principalmente o cenário independente regional, trazendo bandas para entrevistas e apresentações em estúdio. A primeira foi a PSA, de Jacareí. Posteriormente, o prograa agregou a participação do colecionador e estudioso da história do Rock Regis Vernissage, responsável por trazer curiosidades, fatos relevantes e uma vasta coleção de álbuns ao conteúdo do programa.

Regis Vernissage e Felipe Fênix durante a transmissão do Podcast Rock N’A Sala ao vivo, ep.40

Em 2018 e 2019 o Rock N’a Sala se fez festival novamente, na mesma Sala onde surgiu em 2018, com as bandas Infraaudio e Alarde, e em 2019 com Infraaudio e Hierofante Purpura, desta vez agregando ao evento uma feira multicultural no Pátio dos Trilhos. Este ano a cidade ficou sem festival, porém Felipe e Régis não deixaram de comemorar o marco do terceiro aniversário da iniciativa, celebrando as bandas de rock independentes da região.

Feira Multicultural realizada durante o festival Rock N’A Sala, em julho de 2019

O podcast Rock N’a Sala segue sua produção oferecendo um radar de bandas de qualidade no gênero, entrevista, histórias, referências e bate-papos musicais entre Régis e Fênix.

Infraaudio no Festival Rock N’A Sala 2019. Foto Guilherme Smile

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