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Conscientização sobre as hepatites virais alerta para diagnóstico precoce

Neste mês, o Ministério da Saúde destaca a campanha de conscientização “julho Amarelo”, criada em 2010 pela Organização Mundial da Saúde (OMS).  

A iniciativa tem como objetivo reforçar a vigilância, a prevenção e o controle das hepatites virais, que se manifestam de diferentes formas.  

Apesar de nem sempre apresentar sintomas, a doença pode causar cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. 

De acordo com a médica hepatologista do Hospital vi Valle, Dra. Maria Beatriz de Oliveira, e presidente da Associação Paulista para o Estudo do Fígado (APEF), a hepatite é uma inflamação do fígado que pode ser causada por vírus ou pelo uso constante de alguns medicamentos, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas ou genéticas. 

“As hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda, com menor frequência, o vírus da hepatite D (mais comum na região Norte do país) e o vírus da hepatite E, que é o menos comum no país”, destaca a médica. 

“Quando o diagnóstico é feito tardiamente, o paciente pode apresentar quadros avançados de cirrose ou câncer no fígado. O objetivo é iniciar logo o tratamento, quando indicado, para evitar a progressão dessas doenças para formas mais graves”, afirma a médica.

Dra. Maria Beatriz de Oliveira enfatiza que a principal proteção contra as mais variadas formas da doença é por meio da vacinação: a primeira dose da Hepatite B é oferecida às crianças logo ao nascer. Logo depois, aos dois e seis meses, novas doses são oferecidas combinadas a outras vacinas nas formulações pentavalente celular (nos postos de saúde) e hexavalente acelular (nas clínicas privadas). Uma quarta dose pode ser administrada aos 4 meses de vida, principalmente se o bebê for prematuro. 

No caso de adultos não vacinados, são feitas três doses: a segunda dose 30 dias depois da primeira e a terceira 5 meses depois da segunda. Já contra a hepatite A, a vacina deve ser administrada em 2 doses, aos 12 e 18 meses de idade. 

“A cobertura vacinal no Brasil vem caindo nos últimos 10 anos, deixando a população – especialmente o público infantil – mais vulnerável a doenças que já estavam eliminadas no país, como sarampo e poliomielite, e que podem deixar sequelas ou causar mortes. Embora o índice de vacinação ideal seja acima de 90%, as taxas gerais de imunização têm ficado abaixo desse percentual desde 2012, chegando a 50,4% em 2016, segundo informações do DATASUS do Ministério da Saúde”, alerta a médica hepatologista. 

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, a vacina da hepatite B, que é aplicada logo após o nascimento, teve uma queda de mais 55% na aplicação. Os dados mostram que em 2021 a cobertura estava em 57,18%, e em 2015 foi de 88,74%.  

Além da vacinação, outras medidas de prevenção estão ligadas aos cuidados com a higiene, como lavar as mãos constantemente, usar preservativo em todas as relações sexuais, não compartilhar objetos de uso pessoal, tais como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, entre outros.  

“As hepatites são doenças perigosas. Por isso, esteja atento ao calendário de vacina das crianças. A imunização não resguarda apenas o indivíduo na fase da infância, mas tem uma repercussão em toda a comunidade, reduzindo a transmissão de forma coletiva”, avisa a médica hepatologista Dra. Maria Beatriz de Oliveira. 

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