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Como fugir do aumento de 393% em seu pacote de manutenção de conta e tarifas avulsas

*Texto de Rogério Nakata

Rogério Nakata

Se a pandemia continua sendo bem ruim para alguns setores da economia, ao contrário, o setor bancário representado pelos 4 maiores bancos (Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander), apesar de lucros mais “tímidos” em relação ao semestre de 2019, obtiveram um lucro somado de R$24,3 bilhões. Os bancos tanto privados como públicos tiveram, ao longo da crise, que se precaver contra possíveis calotes, mas também acabaram se reinventando no que diz respeito as mudanças nas cobranças de tarifas de seus pacotes de serviços.

Com a diminuição da disponibilidade de crédito às famílias e para as empresas o custo do dinheiro ficou mais alto e mais restrito também fazendo com que, praticamente os lucros obtidos através das linhas de crédito fossem transferidos para os demais correntistas através de algo que todos pagam que são os pacotes de manutenção de conta e as tarifas avulsas. Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa co Consumidor (Idec) em pesquisa lançada recentemente demonstrou que bancos como o Banco do Brasil e a Caixa obtiveram um aumento no preço do serviço de transferência entre contas na própria instituição presencial de 342%, ou seja de R$1,95 pra R$6,85 no BB contra 393% na Caixa Econômica Federal que saltou de R$1,40 para R$6,90.

Estas cobranças elevadas podem também ter sido acentuadas em razão do regulador que no caso é o Banco Central que, no final do ano passado, mas especificamente em Novembro impôs um limite de 8% ao mês para o cheque especial e agora mais recentemente mais uma ação que foi a aprovação no Senado do limite nos juros do cartão de credito e do cheque especial em 30%. Somado a tudo isso ainda há a portabilidade de crédito e a abertura do financiamento imobiliário para as cooperativas e por fim a entrada de quase 750 fintechs (empresas de tecnologia financeira) tornou ainda mais acirrado este mercado que também se concentra na mãos de 10 grandes: Agibank, Inter, Neon, Next, Nubank, C6 Bank, PagSeguro, Pag!, Sofisa, Banco Original.

Por outro lado, ao invés dos grandes bancos diminuírem suas taxas, aumentando a competitividade do setor, resolveram também ingressar neste mercado adquirindo outras startups na tentativa de manter sua participação num sistema bancário cada vez mais digital que se acelerou com a pandemia e com a dificuldade das pessoas de saírem de casa. Infelizmente, o ganho de escalabilidade com a tecnologia e a diminuição de custos operacionais não foram repassados aos consumidores como podemos presenciar através da pesquisa.

Uma forma de se livrar destas taxas é buscar o pacote de tarifas essenciais que todo banco por lei precisa oferecer ao cliente conforme Resolução do Conselho Monetário Nacional de número: 3919/2010 que é diferente da tarifa digital onde o consumidor faz todas as suas operações online porém os bancos não são obrigados a ter em sua cesta de produtos. Dentre os serviços que precisam ser oferecidos neste pacote essencial estão um cartão de débito, 4 saques, 2 transferências entre contas, 2 extratos e consultas através do internet banking.

Para aqueles que buscam alternativas de fugir do aumento absurdo de suas tarifas bancárias estão os bancos digitais que possuem custos mais baixos nas tarifas avulsas, sendo que alguns, não cobram se quer nenhum tipo de tarifa seja esta mensalidade, saques, transferências entre contas e até mesmo anuidade do cartão de crédito.

Rogério Nakata é Planejador Financeiro CFP® da Economia Comportamental e palestrante sobre os temas Educação Financeira e Planejamento Financeiro de grandes organizações. E-mail: atendimento@economiacomportamental.com.br

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