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ANO NOVO, NOVAS ESCOLHAS – Odete Guerra

O início de um novo ano é sempre um momento para nossa mente repensar as experiências vividas e traçar novos projetos, com novas expectativas de mudanças. Fazer a retrospectiva das promessas feitas e realizadas no ano anterior, das lições aprendidas e das conquistas, é para sentirmos orgulho, entusiasmo, mas também há sentimento de culpa ou frustração, com aquelas que não saíram como o esperado. É tão comum algumas promessas: deixar de fumar, conseguir emagrecer, voltar a praticar atividades físicas, tentar mudar de emprego, começar a estudar um idioma, fazer uma pós-graduação, investir em um novo amor. Enfim, uma lista sem fim. Pensar, pois, sobre emagrecer ou iniciar uma atividade fisica, por exemplo, pressupõe mudar pensamentos, hábitos, rotina, adquirir novos comportamentos e considerar os fatores psicológicos e emocionais inconscientes. Na vida diária, há contratempos, rotinas agitadas, dificuldades, vitórias e sonhos, imersos em tantas armadilhas que regem a nossa realidade, da qual mal temos conhecimento e que prejudicam dedicar tempo a nós mesmos e ao alcance dos nossos objetivos. Diante de um desejo consciente, há também um inconsciente com as suas forças desconhecidas por nós.  Além de que, no campo psíquico, há uma predominância do princípio do prazer, em que o ser humano tende a buscar a zona de conforto, tendência em fazer o que é mais fácil, cômodo e conhecido.  Quando tomamos uma decisão na hora da alegria, por exemplo, não temos uma percepção psíquica do princípio de realidade.

A dificuldade em manter hábitos saudáveis está muito relacionada com as emoções. Comemos porque nos sentimos tristes ou frustrados e também comemos quando estamos felizes e entre amigos. Sem falar que a atividade física se relaciona, muitas vezes, a padrões estabelecidos externamente. Quando decidimos por um propósito, é bom relembrar a origem da palavra decidir: “cortar fora”, ou seja, optar por algo e declinar de outro; certamente, ao escolhermos um caminho, estamos renunciando outro. Portanto, neste início de ano, antes de fazer promessas, pergunte a si mesmo o real motivo para ela, se é uma escolha pela pressão exterior ou uma decisão interna, visto que ambas terão consequências. Mergulhe sobre como andam as suas emoções, pois metas impossíveis levam a frustrações e à ansiedade. Minha experiência me faz pensar o quão importante é compreender qual é o momento emocional, como a pessoa está se sentindo para assumir um propósito. Para nos tornarmos protagonistas das transformações da nossa vida é necessário o autoconhecimento, uma experiência que traga um saber consciente sobre os seus desejos, sentimentos e escolhas, favorecendo a expansão da capacidade de pensar e de suportar a frustração, bem como de tolerar a angústia. Neste processo há coisas boas e ruins que vão acontecer durante o percurso para a realização dos desejos e metas estabelecidas. Mudanças podem acontecer e, diante da capacidade humana de enfrentamento, assimilação frente às adversidades e aos acontecimentos internos e do ambiente, é preciso sair fortalecido e transformado. Desejo um Ano Novo com todas as mudanças que você aspira, criando um novo significado para a sua vida. Você pode reescrever a sua história quantas vezes desejar.

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