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Cidade no Tempo – Agosto de 2020

Benedicto Sergio Lencioni

Benedicto Sergio Lencioni

1º – agosto 1863 – O Jornal do Comércio, de São Paulo, desta data, noticiou o seguinte:

É transido de dor que lhe vou narrar a nova tentativa de morte contra o tenente-coronel Claudio José Machado há pouco vindo do Rio de Janeiro e que tinha ultimamente associado aos liberais, compreendendo talvez o que era o triste domínio do bacamarte aos olhos das autoridades conservadoras. Estamos tomados de espanto e as cartas últimas retificam algumas circunstâncias mal narradas do fato.

No dia 21 do corrente mês (agosto), pelas 10 horas da manhã, um quarto de légua distante da cidade de Jacarehy foi atirado por uma emboscada o Sr. tenente-coronel Claudio. O cavalo em que vinha montado caiu imediatamente morto; a vítima do bacamarte fica em perigo de vida e não sabe se escapará. De seis escravos seus que estavam em uma chácara próxima e que acudiram ao ruído das armas de fogo, dois foram mortos e dois ficaram em perigo de vida.

O lugar, a hora e a audácia dos sicários, a reprodução de um fato não há muito acontecido, as circunstâncias que o revestem, entretém e o espanto geral autorizam os tristes rumores que, para desgraça do tempo, percorrem as ruas da cidade.

Este pergunta, por que não foi punido o primeiro capanga, que tentou dias atrás os dias (?) da vítima, aquele interroga por que foi conservada a autoridade que não soube fazer respeitar a lei e a justiça, aquele outro vê nas circunstâncias do fato a tenacidade na reprodução e na audácia dos executores, não a vingança do pobre que se oculta mas a vingança do poderoso que pesa com igual tranquilidade na balança da justiça o punhal do assassino e a autoridade das leis.

Não espanta, pois, que a primeira autoridade da província fizesse ontem seguir o chefe de polícia para a cidade de Jacarehy, a fim de pesquisar a respeito dos verdadeiros culpados e instaurar-lhes o competente processo. Deus proteja a causa da justiça e entregue os verdadeiros culpados à vindita da lei.

2 – 1914 – Na sessão de Câmara foi efetuada a distribuição às respectivas comissões o projeto de lei autorizando a Prefeitura a mandar erigir no cemitério municipal nesta cidade um mausoléu, até a quantia de cinco contos de reis, na sepultura do benemérito jacareiense coronel Carlos Porto. (OESP – 4/agosto/1914)

2 – 1914 – É aprovado projeto de lei que autoriza a mudança do nome do Largo do Bom Sucesso para praça Conde de Frontin.

3 – 1816 – De acordo com o Alvará de 21 de outubro de 1812, Ordens e Instruções, a respeito dos anos de 1814 e 1815 procedeu-se ao Auto de Lançamento em 3 de agosto de 1816, nesta Vila de Nossa Senhora da Conceição de Jacareí, que tinha por finalidade, como Imposto o aumento do Banco do Brasil a cobrança de tributos sobre botequins e tabernas.

4 – 1914 – Atendendo à representação que lhe fez o diretório do Partido Republicano local a Câmara Municipal, a diretoria da E. F. C. B. deliberou continuar nesta cidade o depósito das máquinas do ramal de São Paulo, em vias de ser transferido para a estação de Taubaté.

5 – 1869 – O Cônego José Bento d’Andrade pede que a Câmara conceda –lhe licença para ele mandar fazer uma cerca desde a chácara dele em frente ao matadouro para vedar as criações deixando ele o trânsito livre para chegar ao rio, passagem para gente e bem assim para canoas em tempo de enchente. Foi a Comissão Permanente para dar parecer.

7 – 1869 – A ata da sessão da Câmara desta data registra que “Foi contratada a obra da Capela do Cemitério com Pedro da Fonseca Mello, pela quantia de 1:150$000 com as condições explicadas no termo que a este respeito foi lavrado no Livro competente”. Na sessão ordinária estavam: presidente Paula Machado, vereadores Lopes Chaves, Bueno da Cunha, Luiz de Siqueira, Siqueira Cardoso; faltando Oliveira Preto.

8 – 1875 – A Câmara oficiou ao Exmo. Presidente da Província pedindo alguns tubos de pus vacina e bem assim pediu ao Exmo. Sr. Presidente que nomeasse um médico vacinador e propôs o Sr. Dr. Luiz Barreto.

8 – 1875 – “Perante a Câmara compareceram Joaquim Ramos de Godoy e Mariano Cardoso de Siqueira Preto e suas mulheres e por eles foi dito que aceitavam a permuta dos terrenos que possuem na Rua do Gado desta cidade, para a desapropriação dos mesmos à bem da utilidade pública, pelos terrenos devolutos que a Câmara tem entre os de Benedito Roiz da Silva e Francisco Pinto de Magalhães, cito nos fundos do Cemitério Velho, com frente para a Rua Nova do Bom Sucesso, exclusivamente as benfeitorias existentes em seus terrenos próprios em que ficam com direito de removê-los durante o prazo de 18 meses”.

20 – 1874 – Em sessão extraordinária presidida por Abreo, “a Câmara oficiou ao Engenheiro em Chefe da linha férrea São Paulo/Rio de Janeiro, Dr. Doully pedindo que mande nivelar a rua do Cassununga no lugar onde passa o aterrado por estar privando o trânsito de carros e fazer pontilhão que com a terra do mesmo aterrado ficou inutilizado e dar lugar para os moradores do Cassununga possam ir ao Paraíba buscar água para sua serventia”.

22/agosto – O Presidente da Província tendo aprovado o contrato que celebrou a Câmara de Jacareí com Caetano Rodrigues de Camargo para o conserto da ponte sobre o Rio Parahyba junto a mesma cidade, assim o comunica a mesma Câmara para sua inteligência e sua resposta a seu ofício de 30 de julho último.

23 – 1942 – O Pavilhão Teatro Arruda encena o drama “Sétimo Céu”. O Cine Rio Branco apresenta os filmes: Lua Nova e Garotas em Penca.

Frei Vitório Infantino

24 – 1988 – A Câmara concede ao Frei Vitório Infantino, (foto) o título de Cidadão Jacareiense, por iniciativa do vereador Djalma d’Avila Leal.

25 – 1895 – Às 19 horas, é inaugurada, oficialmente, a iluminação elétrica nesta cidade. O serviço está afeto à Companhia Luz Elétrica Jacareiense, do Major José Bonifácio de Mattos.

26 – 1914 – O vereador Luiz Alves deixa a mesa da presidência da Câmara e fala sobre o falecimento do vereador Miguel Leite do Amparo, consignando na ata dos trabalhos um voto de pesar.

28 – agosto – Expeço ordem à Tesouraria para mandar entregar-lhe a quantia de 500$000, metade da cota consignado na lei vigente do orçamento para a santa Casa de Misericórdia dessa cidade, ficando na inteligência de que, depois de prestadas as contas da dita quantia se providenciará acerca da segunda prestação. Assina J. A. Saraiva.

Endereçado ao Sr. Provedor da Santa Casa de Misericórdia de Jacarehy.

29/agosto -1918 – 29/agosto – falece o coronel Carlos Frederico Moreira Porto (112 – “A Liberdade”, de 30/11/1918, p.2)

30/agosto 1909– É aprovada pela Câmara Municipal a redação do projeto número 11, aprovado em sessão do dia 10 de julho que consolida a resolução n. 27, de 30 de novembro de 1908 que trata do fechamento das casas comerciais aos domingos e feriados.

31/agosto 1962– Nesta data, pela lei 764, as vias públicas, sitas no “Jardim Santa Maria”, ficam assim denominadas: avenidas Guarantã, Saguaragi, Tipuana e Ararama, as antigas avenidas 2,4,6 e 8, respectivamente; ruas Bracantinga, Cabreúva, Caviúna, Sucupira, Cinamomo, Sapucaia, Suinã, Jatobá, Manduirana, Guapuruvu e Buritama, as antigas ruas 1,3,5,7,9,11,13,15,19 e 21, respectivamente; largo do Ipê e praça Grevilha.

Obs. Os nomes das ruas foram trocados pelas câmaras seguintes. Os nomes da árvores foi sugestão do vereador falecido Benedito Garbocci.

1º/setembro 1888 – Na sessão ordinária desta data, da Câmara Municipal, foi lido requerimento de Rocco Lapolla, pedindo seja relevado da multa que recebeu. A Comissão da Câmara deu o seguinte parecer: “em virtude de Rocco não ter efetuado a compra dos objetos, não tem razão de ser multado”.

(Livro de Atas da Câmara)

2 – 1910 – É apresentado o seguinte projeto de lei.

O artigo 1º – Autoriza o prefeito municipal a contratar um médico para atender os serviços de higiene e assistência pública da cidade e do município.

Artigo 2º – No caso de invasão de qualquer moléstia epidêmica na cidade e no município, competirá ao médico a direção dos serviços até serem dadas as providências pelo Governo do Estado.

Artigo 4º – O médico contratado terá honorários de 1 conto e 500 mil réis por ano. A Câmara discutiu o projeto de autoria do prefeito professor Antunes da Costa.

O vereador Benedito Antonio de Souza deu parecer em separado e contra a taxa sanitária e a faculdade de incorporá-la ao imposto predial de acordo com a lei n. 1038 de 1906 e pelo artigo 4º do decreto 1533. E diz que vai fazer projeto autorizando a Prefeitura a restituir as importâncias.

O prefeito Antunes da Costa, presente, pede a palavra e diz: “Antes, porém, de entrar na análise do que acaba de dizer o vereador sobre o assunto, que motivou o aparecer das comissões, precisa observar o Sr. vereador que o prefeito não é um empregado da Câmara para ser censurado por um qualquer vereador, por um ato que não merece censura. O prefeito é o chefe do poder executivo da Câmara e além disso é um dos representantes do município. O Sr. vereador vem censurar o prefeito como se ele fosse um empregado de seu estabelecimento comercial. Não pode, pois, deixar sem protesto a censura que lhe é feita pelo senhor vereador, e é preciso que a censura seja retirada pelo Sr. Benedio Antonio de Souza.

Diz o Sr. Antunes da Costa que o Sr. vereador está continuadamente a dizer que a taxa sanitária não deve ser cobrada, mas seus argumentos se tem limitado a simples palavras; o senhor vereador ainda não trouxe aqui a opinião de um jurisconsulto para reforçar a sua.

Assim também o advogado do Sr. José Rodrigues Chaves Baptista tem muito argumentado e nada provado, só o que ele tem feito é dizer palavras pouco delicadas contra o prefeito, palavras essas que não consegue demover do cumprimento do seu dever. Nesse terreno o prefeito não pode acompanhar o procurador do Sr. Chaves Baptista, porque seria amesquinhar o cargo que ocupo”.

O parecer da Câmara foi aprovado com o voto contra do vereador Benedito.

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