Acompanhe aqui os números da COVID-19 em Jacareí

Acusação de abuso sexual é registrado contra professor de teatro em Jacarei

Foi registrado no Ministério Público de Jacarei, o caso de um professor de teatro que é acusado por 7 mulheres de, nos anos de 2010 e 2011, ter cometido abuso sexual contra elas, quando eram suas alunas e ainda meninas na época. Depois em 2020, três casos foram denunciados, e outros três casos em 2021. Em 1995 teve o primeiro registro de abuso sexual contra o professor.  Os casos começaram a ser registrados em 2017, quando ele ainda trabalhava na Fundação Cultural de Jacarei, que é um órgão vinculado à Prefeitura, porém esse professor foi exonerado em agosto de 2011.

A Advogada Criminal que está à frente do caso é a Dra. Rafaela de Cássia Pinheiro Gomes Batista, OAB/SP 417.403. Ela informa que o processo coletivo denuncia atos de estupro e violência sexual ocorridos em ambientes públicos e oficinas direcionadas para crianças e adolescentes

 A advogada também é presidente da Comissão de Diversidade Sexual na Seccional da OAB Jacareí. Ela reuniu com o Ministério Público de Jacareí e puderam concluir que o modo de agir do acusado é similar em todos os casos. “Durante oficinas e testes para papéis em peças de teatro, o acusado colocava as vítimas, na época crianças e adolescentes, para interpretarem situações ligadas a questões sexuais. Elas tinham que se despir, se tocar nas partes íntimas, se permitirem ser tocadas, beijadas e abusadas sexualmente. Em troca, a promessa de que, por meio dele e das ações por ele propostas, as vítimas estariam se libertando de amarras sociais e se preparando para uma carreira profissional no Teatro, TV etc.” relata a advogada

“Após ter sido intimado para prestar depoimento em três casos registrados por vítimas distintas em 2020, o acusado passou a perseguir as vítimas e a advogada do processo coletivo, em suas casas e ambientes de trabalho. Isso fez com que a advogada tivesse que prestar auxílio jurídico também nesses casos de perseguição”, enfatiza

Frente a isto, decidiu-se em dar publicidade ao caso, para possibilitar que outras possíveis vítimas pudessem conhecer os canais para realizar a denúncia. As novas vítimas tiveram suas denúncias acolhidas por grupos de ativistas dos direitos das mulheres, como o Coletivo Nandi e encaminhadas junto a advogada para registrarem Boletim de Ocorrência. Novos grupos de mulheres se somaram para fortalecer as vítimas a realizarem as denúncias, acolhê-las, além de conscientizar a população e cobrar ações da prefeitura para impedir que novas violências ocorram. A advogada informa às mulheres que o contato das vítimas e mulheres que queiram se somar nessa luta pode ser feito por meio da página do Instagram @mulherescontraassediojacarei, o endereço é o nome da advogada.

O advogado de defesa José Francisco Ventura Batista – OAB/SP 291.552º, informa através de nota enviada:  “O escritório Ventura & Advogados Associados, vem à público informar que as acusações que estão sendo feitas ao cliente a qual requerem que seus dados sejam mantidos em sigilo, são infundadas e no curso do processo restará provado a inocência dele. Importante esclarecer à sociedade que a notícia veiculada não se trata de nenhum caso que teria ocorrido na atualidade. As acusações são feitas de supostos casos que teriam ocorrido há mais de 10 anos, sendo um deles há quase 30 anos, o que foi arquivado pela Justiça. Há inúmeros depoimentos de pessoas que sabem que essas acusações são infundadas e mentirosas e que já constam no processo, onde a verdade prevalecerá no final. “Segundo o cliente, algumas pessoas que são suas inimigas declaradas se reuniram num movimento e o escolheram para querer prejudica-lo a qualquer custo”.

A Fundação Cultural diz através nota que:  “O professor citado, não presta mais serviço à Prefeitura Municipal de Jacareí. Ele foi funcionário da Fundação Cultural de Jacarehy nos seguintes cargos e períodos:

Gerente de Patrimônio – 05/01/2005 à 22/04/2005

Gerente de Coordenação Cultural – 22/04/2005 à 20/08/2005

Gerente de Infraestrutura de Eventos – 02/03/2009 à 19/05/2011

Assistente Técnico – 20/05/2011 à 10/08/2011

O processo corre em segredo de justiça e a Fundação Cultural de Jacarehy continua à disposição dos órgãos competentes para o prosseguimento das diligências cabíveis.

A Prefeitura de Jacareí e a Fundação Cultural de Jacarehy também entendem como inadmissível qualquer tipo de assédio e, repudiam tal prática.

A vice-presidente da Ong Espaço Mulher, doutora Aparecida, informa que:  em 17 de julho de 2020 a Ong Espaço Mulher e as Justiceiras, fizeram uma reunião com 3 mulheres, que já tinham feito os boletins de ocorrência contra o professor. Ela relata que em outubro de 2020, fez uma reunião virtual com a doutora Gabriela Mansur, promotora de justiça, que faz parte do programa “Saia Justa” e criou a Ouvidoria das Mulheres. Nesta reunião, as vítimas foram ouvidas pela promotora e narraram suas histórias. O caso foi encaminhado para a Ouvidoria das Mulheres e depois encaminhado para o Conselho Nacional do Ministério Público. Este, após análise, encaminhou para a Promotoria de Justiça de Jacareí. O processo corre em segredo de justiça, e nomes e relatos das vítimas não podem ser revelados e a ong continua acompanhando o caso. De acordo com a vice-presidente da Ong, doutora Maria Aparecida Siqueira, “A Ong Espaço Mulher repudia veemente todo tipo de violência contra a mulher, principalmente a violência institucional, que causa desesperança e motiva a continuidade dos crimes”.

A presidente da comissão da mulher advogada da OAB Mulher, Andréa Marcia Massud Ianniceli – OAB-SP/ 165.608, enviou ao Semanário, uma nota de repúdio que diz: “ A Comissão da Mulher Advogada da 46ª Subseção de Jacarei, repudia veemente os casos de violência de todas as formas contra a mulher, e orienta as vítimas a denunciarem o agressor, buscando respaldo nas delegacias, através de Boletim de Ocorrência.

Precisamente quanto às denúncias contra o professor de teatro, a OAB está ciente dos fatos e acompanha o deslinde da questão, haja vista que ambas as partes se encontram devidamente acompanhadas por advogados.  

Nossas orientações em termos gerais é que, qualquer mulher que se sentir vítima de agressão procure a Delegacia da Mulher para expor o ocorrido.

Colocamo-nos à disposição para escutá-las em atendimento voluntário prestado na DDM/Jacarei, toda última quinta-feira do mês, mediante agendamento, pelo telefone:3951.5614.

Enviamos um e-mail para a promotoria de justiça e até o fechamento desta matéria não obtivemos retorno.

Deixe uma resposta

Top
WhatsApp chat
%d blogueiros gostam disto: