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A FIBROMIALGIA E AS CONSEQUENCIAS EMOCIONAIS

*Por Odete Guerra

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculoesqueléticas, de origem desconhecida, que se apresenta pela grande sensibilidade ao toque em pontos dolorosos específicos do corpo, acompanhada de outros sintomas, como insônia, cansaço, alterações de memória e atenção, depressão e ansiedade. Segundo a fisioterapeuta Priscila Garcia, do Studio REAB, um dos principais sintomas são as dores musculares incessantes, o fisioterapeuta, então, atuará no sentido de amenizar essas dores. Para tanto, poderão ser usados recursos da eletroterapia como: calor profundo, laser e vários tipos de correntes analgésicas, inclusive a cinesioterapia – que consiste nos exercícios terapêuticos compostos por alongamentos e exercícios de fortalecimento muscular. Do mesmo modo, existe indicação para a realização de atividade aeróbica e as atividades de baixo impacto, como caminhada, natação, hidroginástica, pilates, ioga e treino funcional, sempre com o objetivo de melhorar a qualidade de vida do paciente. E, neste sentido, pode-se perguntar, qual a relação entre a fibromialgia e as emoções?

Certo é que a dor acentua os distúrbios psicológicos, e grande parte dos pacientes, quando chega ao consultório, relata sentir dores intensas por todo o corpo, desde os fios de cabelos até a ponta do pé. Tudo dói. Um abraço dói. Por ser uma síndrome invisível aos olhos, acentua-se o conflito psíquico decorrente da sobrecarga emocional em lidar com os estigmas sobre a doença; preconceito e julgamentos negativos do tipo: é desejo de chamar a atenção, é preguiça. Quando, a bem da verdade, uma pessoa acometida com essa síndrome tem considerável redução de sua capacidade para o trabalho, para a vida social e familiar e para o lazer. Fazendo uma analogia entre a anatomia e a psique, os músculos do corpo são a força, a sustentação e a potência na luta, na carga e no movimento; e, quando a dor corporal é muito intensa (a sensação de prostração, de fraqueza, de fadiga, do sono não restaurador, e de desânimo, os músculos não se sustentam), e com isso, tem-se muitos conflitos psicológicos, inclusive desencadeando a ansiedade e a depressão – sintomas que contribuem para o aumento da dor. Em incessante cobrança, os laços familiares não se sustentam, numa clara sensação de incompreensão sobre uma dor que se sente e que não dói no outro, o indivíduo sucumbe ainda mais em sua dor emocional. Portanto, as dores crônicas não dependem de um só tipo de tratamento, certamente um trabalho multidisciplinar auxiliará na redução dos sintomas para uma melhora na qualidade de vida. Assim, como na mudança psíquica.

A psicóloga Odete Guerra

A psicóloga Odete Alves Guerra, é a nova colaboradora do Semanário. Ela estará em nossas páginas toda primeira semana do mês. Odete é psicóloga clínica há mais de 30 anos com mestrado pela universidade de Taubaté, Formação em Psicanálise. Lecionou nas principais faculdades da região. Na coluna desta semana ela fala sobre Fibromialgia e as consequências emocionais.

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