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A Educação e a falta de sensatez

Velez, Weintraub e Decotelli: esses são três nomes inesquecíveis como ministros da Educação. Um pasmo, o outro perverso e o terceiro nem deu tempo de saber. O quarto ministro, esperemos, há de redimir os anteriores.
Se saúde e educação são essenciais para qualquer país, que diabos está acontecendo com o nosso?

Salta diante dos meus olhos, na tela do computador, uma notícia: que Queiroz vai prestar depoimento ao MPF de dentro da cadeia, ainda hoje. Tremei montes e rios, pedras e cachoeiras, mas o que eu queria mesmo era que a Márcia, mulher do Fabrício, fosse presa e pedisse para falar o que sabe. Se o Queiroz não falar, a mulher fala. E a imprensa terá milhares de assuntos para comentar.

Mas voltemos à Educação: até agora, desculpem, Ministério da Deseducação, que triste!

Estamos, no ranking de tudo que compõe a Educação, sempre perto do último lugar. Uma tristeza. Há muito e muito e tanto, as otariedades usam educação como cabrestagem , quanto mais burro o cidadão, menos dará trabalho, menos reivindicará, menos terá consciência critica e, portanto, quase nada exigirá. Mas, senhoras e senhores, tivemos a educação pela pedra, dessas que arrastam os indivíduos pelo chão , e começamos a exigir, pleitear, clamar que o Brasil mude. E mudaremos porque não é possível a uma nação sofrer tanto assim.

Falta comida, falta escola, falta trabalho, falta dignidade, falta tanta coisa neste abismo em que nos encontramos. Crianças morrem a tiros de fuzil, pais são demitidos, crianças despencam de prédios, passam fome e abandono, frio e humilhação de ter que dormir nas ruas desde a mais tenra infância.

Nós, os brasileiros, estamos no ponto mais alto e mais triste da pandemia e o que faz o governo federal? Nada, exceto falar em cloroquina ou contratar um sanfoneiro desafinado para uma fala mais desafinada ainda do senhor presidente . Sessenta mil brasileiros mortos e o presidente e os três presidentes juniores ficaram em silêncio: o que dizer?

Disseram na tevê que o novo ministro da Educação é o atual reitor do ITA, ressaltaram que é evangélico… Tomara que seja o reitor do ITA, não por ser evangélico apenas, mas para mostrar como é comprometer-se com a educação de verdade. Não acredito que aceite e , caso aceite, será por vaidade. Trocar a dignidade de um instituto que capta as melhores cabeças do Brasil por um (des)governo que está a ponto de naufragar e sofrer impeachment, seria demasiada falta de sensatez. Aguardemos.

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