Diante das várias situações relacionadas à Educação durante a pandemia, resolvemos conversar com os dirigentes do Instituto de Educação Thereza Porto Marques, para procurarmos entender um pouco sobre as pressões e ansiedades desse setor.

A Diretora Pedagógica Izabel Marques e o Diretor Administrativo Antônio Júnior são nossos entrevistados e a seguir selecionamos alguns trechos do nosso bate-papo.

Como foi o processo de afastamento no início da pandemia?
Iniciamos com as atividades por intermédio da Internet desde o primeiro dia determinado pelo Governo Estadual para a suspensão das atividades presenciais. Começamos com a disponibilidade de materiais em uma plataforma específica e, em seguida, passamos às aulas ao vivo, também com a utilização de uma plataforma que já dispúnhamos antes dessa situação, explica o Diretor Júnior.

Em algum momento as atividades foram interrompidas?
Não. Optamos desde o início em mantermos nosso calendário acadêmico, inclusive tivemos nossas férias escolares normalmente durante o mês de julho, tanto para os alunos como para os professores, enfatiza Júnior.

Como será o retorno das atividades após as férias?
Já retornamos com nossas atividades ao vivo e com a disponibilidade de materiais no dia 03 de agosto, mantendo nosso calendário acadêmico e o cronograma de atividades. Já realizamos simulados para o ENEM no semestre passado e já temos agendado o próximo para esse segundo semestre. Sempre utilizando recursos online.

Sob o ponto de vista pedagógico, o que muda?
A Diretora Izabel explica que o modelo pedagógico da escola é socioconstrutivista, o que contempla, entre outras ações, o desenvolvimento da autonomia dos alunos, o que se encaixa bem com as necessidades desse momento. Entretanto, esse processo deve ser de médio a longo prazo e é natural que alguns alunos tenham mais dificuldade para a adaptação.

Também é importante considerar a importância ainda maior da participação dos pais, no apoio e no incentivo para que os alunos entendam que as novas condições compõem a realidade atual e que é preciso maior dedicação ainda para o aprendizado.

Também os professores tiveram que adaptar suas metodologias para o uso de novos recursos, sem terem tido tempo para a adaptação mais completa e para a experimentação dos recursos. A disponibilidade de 100% dos livros adotados por meio da plataforma digital da editora, com a qual temos uma sólida parceria, tem ajudado muito a dinâmica das atividades interativas.

Como está sendo o relacionamento com os pais nesse período?
O Diretor Júnior faz questão de ressaltar a parceria fundamental dos pais com a escola. A maioria esmagadora dos pais entendeu o momento, participou com várias sugestões e questionamentos que têm nos ajudado a aprimorar cada processo. É tudo dinâmico e a cada dia acrescentamos ou corrigimos algo, explica. Também fizemos nossa parte oferecendo o máximo de condições ao nosso alcance para que os responsáveis conseguissem conciliar suas condições financeiras extraordinárias com o pagamento das mensalidades. As ações dos governos, nos três níveis, não trouxeram qualquer facilidade ou redução de encargos para as escolas.

Tivemos que cumprir com toda a tributação convencional (impostos, tributos, serviços etc) e, para isso, contamos com essa confiança depositada pelos pais, a qual agradecemos e destacamos como muito encorajadora para nossas ações. Conseguimos cumprir com todos os requisitos legais e oferecer aos pais diversas alternativas, entendendo também a situação das pessoas que tiveram, em muitos casos, uma redução drástica em suas finanças.

Como será um eventual retorno às atividades presenciais?
Preliminarmente o Governo do Estado estabeleceu a data de 08/09 para o retorno das atividades presenciais, com 35% dos alunos em cada dia.

Entretanto essa data depende da evolução positiva das regiões do Estado em relação às questões sanitárias. É um momento muito preocupante, detalha Júnior. Estamos nos preparando para atender a protocolos rígidos de segurança, com tapetes sanitizantes. EPI´s, demarcação de áreas para distanciamento dos alunos, disponibilidade de dispensadores com álcool em gel etc. Mas nada disso garante 100% de segurança, como os vários especialistas em saúde pública têm salientado. É natural que alguns pais não se sintam seguros para trazer seus filhos à escola e, nesse momento, teremos que desenvolver estratégias alternativas.

Impactos – Sob o ponto de vista pedagógico, a Diretora Izabel elenca uma série de possibilidades, todas tendo como foco principal a oferta das melhores condições possíveis para que todos os alunos consigam avançar no aprendizado e minimizar os impactos negativos indesejados, contando sempre com a participação dos pais. Ainda assim, conclui Izabel, é preciso que o Governo do Estado e o próprio Ministério da Educação estabeleçam parâmetros que ajudem as escolas a saber para quais situações se preparar adequadamente e de forma equilibrada, para um retorno o mais próximo possível da normalidade e da segurança de alunos, professores e funcionários.

Alunos em aula virtual
Top
WhatsApp chat
%d blogueiros gostam disto: