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A COLIGAÇÃO ENTRE BATMAN E CORINGA NA CORRIDA ELEITORAL

*Texto de Gustavo Montoia

Os partidos políticos são muito importantes em um país democrático. Cada partido possui ideologias diferentes, visões que, ora se complementam, ora divergem, diante das necessidades do país. Opiniões diferentes criam o clima para o debate e isso é muito importante!

A presença do contraditório é necessária no ambiente democrático. Ouvir outras opiniões e a existência de projetos diferentes funcionam como uma espécie de termômetro para aqueles que atuam na política. Um presidente, governador ou prefeito precisam “sentir” o peso das diferenças, do modo de ver do outro, das pautas dos outros partidos, pois, dessa maneira, eles vão “pensar mais antes de agir”. E isso é legítimo.

Contudo, vivemos um período de muita descrença com partidos políticos. Casos de corrupção e falta de transparência são responsáveis por esta falta de fé nestas instituições democráticas. Até mesmo a falta de personalidade de um partido leva-o a uma fragilidade no ambiente político.

Muitas pessoas, inclusive, ao desejar ser um candidato, escolhe um partido por conveniência, facilidade e nem sempre por ter uma pauta política com uma ideologia evidente. Vale ressaltar que possuir uma ideologia não é um erro. E, geralmente, aqueles que batem no peito que não possuem ideologia nenhuma são os que mais manipulam os outros em suas ações.

O descrédito aos partidos políticos ainda existe diante de uma coligação, que é uma aliança política que realizam durante uma eleição. Neste ano, alguns partidos se “uniram” para apoiar um determinado candidato a prefeito. Quando uma coligação possui vários partidos, significa que muitos vereadores vão se candidatar manifestando o apoio a esse candidato e isso gera mais notoriedade para ele, que quer ganhar a eleição para prefeito.

Porém, o que assistimos nas eleições municipais são coligações que deixam os partidos sem sentido. Em várias localidades do Brasil, partidos que são considerados opostos resolvem se unir em torno de um candidato. PT e PSBD já se coligaram em eleições municipais, por exemplo.

Neste ano de 2020, o PT e o PSL se coligaram em alguns municípios brasileiros, enquanto na esfera federal trocam farpas e aumentam a polaridade política em nosso país. Essa situação não ocorre no município de Jacareí. Isso, contudo, reflete a descaracterização que os partidos se submetem para conquistar o poder.

O título deste artigo, apesar do exagero, é, então, bem propício para chamar a atenção para este tema. Claro que não existe o “partido do bem” e o “partido do mal”, mas, é necessário, para adquirir mais respeito e fé das pessoas, uma personalidade partidária mais bem definida, com projetos viáveis para a cidade, com capacidade de cumprimento não apenas no último ano do mandato.

Professor Gustavo Montoia

Gustavo Montoia é geógrafo e doutor em Planejamento Urbano e Regional pela UNIVAP. É docente dos Colégios Univap e da EE Francisco Feliciano F. da Silva (Verdinho) e pesquisador-colaborador do Laboratório de Estudos das Cidades da Universidade do Vale do Paraíba.

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