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A CIDADE NO TEMPO Benedicto Sergio Lencioni FEVEREIRO – 2022

7 – 1768 – D. Luís Antônio de Sousa Botelho Mourão, Governador e Capitão-general da Capitania de São Paulo, em ofício dirigido ao (ilegível), dá-lhe ciência da forma pela qual foi elevada à vila a aldeia de São José da Paraíba, em 27 de julho do ano anterior, e tem estas palavras, com relação ao Capitão-mor de Jacareí:”…todo este aumento se deve ao zelo e cuidado do Capitão de Cavallos, Capitão-mor de Jacareí, José de Araújo Coimbra, Oficial hábil para tudo, e que eu tinha nomeado para diretor desta aldeia em que ele tinha lançado os fundamentos para se fazerem grandes lucros e uma das melhores povoações com que se havia de acrescentar Estado. Mas concitado furiosamente ao ódio e inveja, os seus visinhos o mataram por causa dos Índios, tiranicamente, de cilada, com dois tiros, indo-se recolhendo de tarde para a nova vila em domingo 15 de novembro do ano pretérito de 1767″.

8 – 1878 – “Compareceu perante a Câmara o Sr. José Francisco Malta e sua mulher, moradores desta cidade, na chácara denominada Avarehy e disseram que eram senhores e possuidores das águas do ribeirão denominado do Avarehy e cujas águas partiu das terras que foram do coronel Paula Machado vão a sua chácara onde tem fim o seu curso pois daí tocar moinho e monjolo; cujas águas disse que depois que saíssem em uma vala que confina com o aterrado do Avarehy e com Júlio da Costa Guimarães, cedia a esta Câmara para servidão pública”. Disse mais que depois de ter servido destas águas em suas máquinas, obrigava-se a dar o curso acima indicado, cedendo da ponte indicada em diante seus_______ à Municipalidade, ficando esta, com o direito de conservar como lhe convier.

9/fevereiro 1914 – Em sessão extraordinária presidida por Aureliano Ribeiro Moreira é lido ofício: Ilmos. Srs. Presidente e mais membros da Câmara Municipal. Tendo os abaixo assinados sido convidados pelo Sr. Prefeito Municipal à comparecer na tesouraria da Câmara para pagarem imposto de Ceveiro de Pesca, respeitosamente vem os mesmos pedir à ilustrada Corporação a ponderação do seguinte:

1º – A utilidade demonstrada pelos reparos construídos pelos proprietários evita o desmoronamento da barranca do rio pelas águas;

2º – As Câmaras transatas despenderam antes dos ceveiros existirem, não pequenas somas para evitarem que as águas continuassem no seu elemento destruidor;

3º – As prefeituras de 1905 à 1913 inclusive, reconhecendo a utilidade dos embuyas (reparo de madeira que fazem os proprietários de ceveiros para diminuir a impetuosidade das águas na barranca do rio, suspenderam tal imposto;

4º – Sendo a época da pesca de janeiro a maio (cinco meses apenas) e ficando dessa época em diante os ceveiros simplesmente para utilidade do que aludimos no número 1º, solicitamos dessa ilustre corporação a revogação da lei que criou aquele imposto.

5º – Finalmente, sendo de inteira justiça e equidade a solicitação dos infra-assinados esperam confiantes nos vossos atos, benévolo despacho. Jacareí, 9 de fevereiro de 1914 a) Joaquim Martins de Siqueira, José Ramos Sampaio, Benedicto do Espírito Santo Prado – arrogo de Benedicto Barros Nogueira, Antonio Faria Guimarães, Francisco José de Sampaio, Gustavo Adolpho Bonilha.

Na sessão do dia 24 próximo a comissão dá parecer pelo indeferimento.

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